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Luta

Bancários do BB param contra a reestruturação

Greve desta sexta 29 foi nacional. Na base do Sindicato de São Paulo, adesão foi grande, com agências e departamentos fechados na capital, em Osasco e região. Reestruturação prevê o fechamento de mais de 300 agências e demissão de cerca de 5 mil bancários, prejudicando trabalhadores e a população

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 29/01/2021 18:39 / Atualizado em 29/01/2021 18:47

Bancários de São Paulo paralisaram diversas agências e departamentos

Foto: Seeb-SP

Agências e departamentos do Bancos do Brasil em todo o país foram fechadas nesta sexta-feira 29 em protesto contra a reestruturação anunciada no dia 11 de janeiro pela direção do banco. A paralisação nacional foi aprovada pelos trabalhadores em assembleias virtuais em todo o país (a de São Paulo ocorreu na sexta-feira 29).

Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, a adesão dos funcionários foi grande, e unidades do banco em todas as zonas da capital, além de Osasco e dos municípios da região, não abriram as portas. Dirigentes sindicais e trabalhadores do banco conversaram com a população e explicaram os motivos da greve. Houve também tuitaço com a hashtag #BBParado.

A reestruturação, sob o governo Bolsonaro, prevê o fechamento de mais de 300 agências do banco em todo o país; a demissão (por meio de PDV) de cerca de 5 mil bancários; a extinção da gratificação de caixa; e o descomissionamento de funcionários.

“Em muitos municípios pequenos e nas regiões periféricas de grandes cidades, a agência do BB é a única presença bancária. Se forem fechadas, milhares de brasileiros serão prejudicados. O corte de postos de trabalho também vai prejudicar o atendimento à população. Além disso, o plano ataca direitos dos trabalhadores como a gratificação de caixa e o corte de comissões”, ressalta a diretora do Sindicato e bancária do BB Adriana Ferreira.

A dirigente destaca que se trata de mais um plano para preparar o banco público para a privatização, tantas vezes anunciada pelo ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes. “Com essa reestruturação, a intenção é diminuir o tamanho do banco para aumentar os dividendos dos acionistas. É uma preparação para a venda. Ou seja, prejudica a população em prol do mercado. Mais uma vez o governo mostra a quem serve.”

Resistência

Desde que foi anunciada, os bancários do BB resistem à reestruturação. Realizaram dois grandes atos nacionais e tuitaços cobrando negociação com a direção do banco, um no dia 15 de janeiro e outro no dia 21 de janeiro. Como não houve qualquer manifestação da diretoria, realizaram a greve desta sexta-feira 29.

 

 

“E nossa luta vai continuar. Vamos resistir contra essa medida que ameaça o banco público. O BB cumpre uma função social importantíssima. É a principal fonte de crédito da agricultura familiar, por exemplo, que é responsável por cerca de 70% do alimento que vai no prato dos brasileiros. Não podemos deixar que esse governo venda mais esse patrimônio que é de toda a sociedade e destrua nossos direitos, conquistados em décadas de muita luta. Mas para isso, é preciso que todos os funcionários estejam cada vez mais unidos e mobilizados, participando ativamente das atividades e tuitaços, como fizeram hoje”, convoca a dirigente.



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