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Negociação

Sindicato cobra da Fenaban reforço do home office e de medidas contra o coronavírus

Diante do agravamento da pandemia, Comando Nacional dos Bancários destacou, em reunião nesta terça 2, a necessidade de ampliar o home office e de adotar com mais rigor o protocolo de prevenção para garantir a saúde dos bancários

  • Redação Spbancarios, com informações da Contraf-CUT
  • Publicado em 02/02/2021 19:29 / Atualizado em 02/02/2021 19:38

Em reunião virtual nesta terça-feira 2, o Comando Nacional dos Bancários cobrou da Fenaban (federação dos bancos) a retomada e ampliação do home office e maior rigor na adoção das medidas de segurança contra a covid-19, para garantir a saúde dos bancários e seus familiares e de clientes.

“Com o agravamento da pandemia e a possibilidade de que a nova cepa do vírus, descoberta em Manaus, se espalhe pelo Brasil, reivindicamos que os bancos ampliem o home office e que reforcem a adoção do protocolo de segurança e a distribuição de equipamentos de segurança como máscaras e álcool em gel”, destaca a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.

Ivone lembra que a nova cepa, comprovadamente mais contagiosa, já foi identificada em São Paulo e em outros estados, e que se não forem respeitadas todas as medidas preventivas, a situação poderá se agravar ainda mais.

“O Brasil foi apontado como o pior país na gestão da pandemia [segundo o Lowy Institute, da Austrália] e diante da incompetência do governo Bolsonaro, o movimento sindical bancário cobra dos bancos que sejam mais rigorosos na implementação de medidas preventivas para garantir a saúde da categoria.”

Home office para mais de metade dos bancários no início da pandemia

Logo no início da pandemia, o movimento sindical bancário conquistou o home office para mais de metade da categoria e o afastamento dos trabalhadores que são do grupo de risco. Mas o Sindicato apurou que muitos bancários têm sido chamados de volta ao trabalho presencial, inclusive os que têm comorbidades.

“O contágio e o número de mortes no país se mantêm altos e podem crescer ainda mais com a nova cepa. Por outro lado, a vacina ainda está longe de chegar a toda a população. Portanto, nada justifica que os bancos estejam chamando seus funcionários para o trabalho presencial. A Fenaban nos garantiu que mais de 50% da categoria continua em teletrabalho, mas se comprometeu a reforçar com os bancos a necessidade de manutenção do home office”, informa Ivone.

Horário de funcionamento das agências

Outro ponto destacado na reunião foi o horário de funcionamento das agências. “No início da pandemia, ficou acertado que as agências funcionariam das 9h às 14h, com horário para atendimento especial aos idosos das 9h às 10h. Mas muitos bancos ampliaram esse funcionamento para até as 15h ou mais. Cobramos que o horário de atendimento volte a ser reduzido. A Fenaban nos disse que essa ampliação ocorreu por cobranças de ministérios públicos estaduais e procons, mas também se comprometeu a avaliar melhor esse ponto.”

Também foi cobrada uma maior testagem dos bancários. “Os bancos também precisam ser mais efetivos na testagem de casos suspeitos. Temos denúncias de que gestores indicam testes de farmácia a bancários. Os bancos precisam garantir que esses trabalhadores tenham acesso a testes confiáveis”, diz a dirigente.

A Fenaban informou na reunião que o serviço de telemedicina para atender bancários com covid-19 ou suspeita, que seria suspenso em dezembro, foi prorrogado.

Vacinação

 

 

O Comando dos Bancários reforçou ainda que a categoria deve ser prioridade na vacinação contra a covid-19, uma vez que está na linha de frente, oferecendo um serviço considerado essencial à população.

“Continuamos na luta para que a categoria bancária entre na lista prioritária da vacina, assim como outras categorias que estão na linha de frente como professores e quem está trabalhando na oferta de outros serviços considerados essenciais. A gente não está falando de furar a fila, porque acreditamos que de fato a prioridade deve ser vacinar os trabalhadores da saúde e os mais idosos. Mas defendemos que os bancários, que estão lidando com o público, sejam incluídos em alguma etapa inicial do calendário de vacinação”, defende Ivone Silva.

Reuniões regulares com a Fenaban

Por causa do agravamento da pandemia, o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban concordaram em fazer reuniões regulares para discutir as medidas de proteção da categoria. O Brasil já superou a marca de 225 mil mortes causadas pelo coronavírus e se aproxima dos 10 milhões de contágios.

“É neste contexto de agravamento da doença que cobramos dos bancos a manutenção do teletrabalho, a rigidez dos protocolos de segurança e equipamentos em todos os locais”, reforça a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, que junto com Ivone Silva coordena o Comando dos Bancários.



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