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Covid-19: Sindicato conquista retorno ao home office para grupo de risco no BB

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Trabalhador do BB comemorando

O Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, junto com os trabalhadores do Banco do Brasil e suas demais entidades representativas reunidas na CEBB (Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil), conquistou o retorno ao home office para funcionários com mais de 60 anos ou que pertencem ao grupo de risco para a Covid-19

O retorno ao home office foi uma das reivindicações do Dia Nacional de Luta, realizado em 27 de janeiro, sendo tema também de negociação com o banco no dia seguinte, 28 de janeiro.

“Cientes de que a a pandemia não acabou, de que enfrentamos uma variante mais transmissível, a Ômicron, e de que temos ainda um número alto de novos casos e mortes diárias, desde o ano passado cobramos do Banco do Brasil o direito ao home office para pessoas do grupo de risco, além do rígido respeito aos protocolos de prevenção à Covid-19 nos locais de trabalho e a manutenção dos postos de trabalho.”

Getúlio Maciel, dirigente sindical da Fetec-CUT/SP e integrante da Comissão Executiva dos Funcionários do BB (CEBB).

João Fukunaga, diretor do Sindicato e coordenador da CEBB, lembra que desde o último trimestre de 2021, quando o BB colocou em prática a retomada de 100% do trabalho presencial, não foi uma batalha fácil para que, agora, fosse conquistado o direito do grupo de risco voltar a desempenhar suas funções em home office. 

“Foram negociações difíceis, mobilizações e dias de luta. Em 8 de dezembro, conquistamos a manutenção do home office para grávidas, imunossuprimidos, pessoas em tratamento contra o câncer e com deficiência auditiva, além de bancários que não se vacinaram por indicação médica. Entretanto, não era o suficiente. Continuamos na luta pelo teletrabalho para todos do grupo de risco. Preocupação esta que se tornou ainda maior com a chegada da Ômicron, variante mais transmissível da Covid-19”, relata Fukunaga. 

João Fukunaga, diretor do Sindicato e coordenador da CEBB

“Agora, depois de tanta luta, estamos muito felizes por, finalmente, assegurarmos ao trabalhador do grupo de risco o direito de resguardar sua saúde em meio a uma pandemia, que bem sabemos que ainda não acabou”, enfatiza o diretor do Sindicato e coordenador da CEBB. 

Quem poderá solicitar o home office

Os funcionários que apresentam condições clínicas de risco para complicações da Covid-19 terão a opção de trabalhar de forma remota, mediante declaração e comprovação de que se enquadram em algum dos seguintes casos:

  • Cardiopatias graves ou descompensadas (insuficiência cardíaca, infartados, revascularizados, arritmias, hipertensão arterial sistêmica descompensada);
  • Neuropatias graves ou descompensadas (dependentes de oxigênio, portadores de asma moderada/grave, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica – DPOC);
  • Imunodepressão;
  • Doenças renais crônicas em estágio avançado (graus 3, 4 e 5);
  • Diabetes, conforme juízo clínico;
  • Gestações de alto risco;
  • Os funcionários com 60 anos ou mais também terão a opção de trabalhar de forma remota.

O trabalhador que se enquadrar em algum destes casos dever encaminhar documentação (pareceres médicos e exames), por meio de endereço eletrônico, ao Sesmt (Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho).

“Após o envio, enquanto o banco não se manifestar sobre o enquadramento nas condições clínicas, o funcionário permanecerá em trabalho remoto”, orienta Fukunaga. 

Caso o Sesmt conclua que o funcionário não possui condições clínicas para o desenvolvimento de complicações de Covid-19, ele automaticamente retornará ao trabalho presencial.

Teletrabalho institucional

O Banco do Brasil sinalizou a possibilidade de retomada das negociações sobre o teletrabalho institucional, cujas premissas já constam em acordo específico. 

Uma reunião está agendada para a próxima quinta-feira 3.

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