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Pleno anuncia demissões e Sindicato reforça: todos os direitos têm de ser respeitados!

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Imagem de uma mulher juntando suas coisas em uma caixa de papelão em um escritório

Sindicato fará plenária com os trabalhadores de Banco Pleno em breve; acompanhe nosso site e redes sociais para se manter informado

Em reunião com os empregados, a área de Recursos Humanos (RH) do Banco Pleno – que está em intervenção pelo Banco Central desde a última quarta-feira (18) – informou que já estariam programadas algumas demissões logo no início desse processo de iliquidação.

Os desligamentos já eram esperados, mas segundo relatos dos bancários, o RH anunciou que somente 40% do quadro permanecerá até o final do processo, sendo que os 60% restantes começariam a ser demitidos já a partir de 2 de março.

“Mesmo que a informação não tenha sido necessariamente uma surpresa, obviamente ela causou grande comoção entre os trabalhadores, que ficam na incerteza de por quanto tempo ainda terão seus empregos. Principalmente os que têm mais de 20 anos de casa, que eram oriundos do Banco Indusval”, diz a dirigente do Sindicato, Irene Dias.

A presidenta do Sindicato, Neiva Ribeiro, reforça que a entidade está acompanhando de perto o processo e entrando em contato com os empregados, e que está atenta para que todos os direitos devidos aos trabalhadores sejam respeitados.

“Vamos acompanhar de perto para que os direitos previstos na lei, na CCT dos bancários e no acordo de PPR que fechamos recentemente com o Banco Pleno, sejam respeitados”, destaca Neiva, acrescentando que os trabalhadores do Pleno devem entrar em contato com o Sindicato para informar qualquer irregularidade.

“Estamos à disposição dos empregados e empregadas do Pleno, assim como estamos com os trabalhadores das demais instituições em intervenção, como o Master e o Will Bank. E em breve chamaremos uma plenária com os bancários do Pleno. Continuem acompanhando nosso site e redes sociais para que se mantenham informados”, acrescenta a presidenta do Sindicato.

Entenda

O Banco Pleno é de propriedade de Augusto Lima. Antes a instituição operava como Banco Voiter e fazia parte do conglomerado do Master, de Daniel Vorcaro. Lima e Vorcaro eram sócios, até meados de 2025, quando o antigo Voiter deixou o conglomerado e passou a operar com o novo nome.

Mas antes de se juntar ao Master e se chamar Voiter, a instituição operava como Banco Indusval, seu nome original e mais longevo, fundado em 1967.

Segundo nota oficial do Banco Central, a intervenção foi decretada após a constatação de descumprimento de normas prudenciais obrigatórias, deterioração da situação econômico-financeira e problemas graves de liquidez.

A presidenta do Sindicato destaca que este é mais um caso que aponta para a necessidade de regulação do Sistema Financeiro Nacional e maior fiscalização e transparência. “O que estamos vendo é a consequência de anos de flexibilização regulatória e quem paga a conta são trabalhadores e clientes. O Sindicato sempre alertou: inovação não pode significar ausência de supervisão. É urgente fortalecer a regulação para proteger empregos, depósitos e a própria estabilidade do sistema financeiro”, defende Neiva Ribeiro.

Procure o Sindicato

Bancários e bancárias do Pleno podem entrar em contato com o Sindicato pelo 3188-5200 ou ainda por whatsapp, chat ou e-mail

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