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Caixa: empregados cobram gestão mais humana e comprometida

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Após atividade bem sucedida, Sindicato e Apcef/SP reivindicaram fortalecimento da Gestão de Pessoas em São Paulo; além da melhora do diálogo, foi cobrada instalação do Fórum de Condições de Trabalho e do Comitê do Saúde Caixa, além de outras questões como Verocard e protocolos contra a covid-19
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Arte: Freepik

Em reunião com Gipes SP (Gestão de filial de Pessoas), representantes dos empregados da Caixa cobraram respostas para uma série de questões que envolvem a saúde, as condições de trabalho e os direitos dos empregados.  

No encontro virtual, realizado na tarde desta sexta-feira 5, foi cobrada mais proteção contra a covid-19; respostas sobre problemas que envolvem o Saúde Caixa e a Verocard, e sobre a cobrança para realização de exame periódico para quem está é do grupo de risco. Também protestaram sobre a falta de diálogo e a desumana gestão de pessoas.   

A reunião foi fruto da mobilização na Gipes realizada na quinta-feira 5, quando foi reivindicada a realização dos fóruns e reuniões periódicas, que são compromisso da Caixa e desta gestão da filial.

Mais proteção contra a covid-19 

Por conta do aumento do número de mortes e contaminações em decorrência do coronavírus, os representantes dos empregados cobraram mais proteção para os trabalhadores e enfatizaram a importância da realização periódica do Fórum de Saúde e Condições de Trabalho. 

A Gipes ressaltou o compromisso de manter os protocolos de saúde da Caixa em casos de confirmação ou suspeita de contaminação, com sanitização após fechamento da unidade com casos suspeitos, inclusive entre os terceirizados. O protocolo é resultado da mobilização e organização dos empregados do banco, junto ao movimento sindical.  

Também foi cobrada mais proteção para os empregados, como a instalação de barreiras de acrílico e a medição de temperatura das pessoas que buscarem atendimento nas agências (esses itens poderiam ser mais facilmente instalados se o Fórum estivesse funcionando).

Verocard 

Os empregados relatam que está havendo um processo de descredenciamento de estabelecimentos que haviam sido credenciados recentemente, por conta das altas taxas de administração cobradas pela bandeira.

O Sindicato e Apcef/SP cobraram da Gipes a implantação de um canal para que os empregados possam reportar as questões e problemas relacionados à Verocard, além de relatar as respostas insatisfatórias do serviço. 

O movimento sindical exige o cancelamento do contrato com a Verocard se o serviço continuar insatisfatório.  

Falta de diálogo e gestão desumana 

Empregados protestaram contra o desrespeito da Gipes-SP ao não implementar o Fórum de Saúde e Condições de Trabalho, conquista dos empregados garantida no Acordo Coletivo de Trabalho.   

“A Gipes-SP evita esse diálogo importante com os empregados ao não realizar este fórum, que tem o objetivo de tratar de forma preventiva questões de assédio moral, falta de empregados, problemas na estrutura física das unidades e jornada”, afirma Dionísio Reis, diretor executivo do Sindicato e empregado da Caixa.  

Dionísio avalia que sem este fórum, a gestão abre mão de resolver preventivamente as questões de condições de trabalho, tendo a ação sindical pura e simplesmente que apagar os “incêndios”.  

“Com isto perdem todos: a gestão, que podia lidar de forma estratégica com os temas; os empregados, que adoecem muito até resolverem reclamar para o Sindicato até a gestão tomar providências; e a população, que sofre com os retardos com o trancamento de agências”, afirma o dirigente.  

Caixa quer transformar Saúde Caixa num Verocard?

Os representantes dos empregados afirmaram aos membros da Gipes presentes à reunião que a não implementação do Comitê de Credenciamento e Descredenciamento do Saúde Caixa é um ataque ao direito dos usuários. 

Hoje, a Caixa pode destruir o Saúde Caixa basicamente de duas formas: pelo modelo de custeio (semanalmente é realizado o Grupo de Trabalho que debate o futuro plano), tornando o plano insustentável ao empregado por conta do aumento do custo dos procedimentos médicos; ou pela redução da qualidade do serviço. 

A Caixa desmontou o controle social (Conselho de Usuários e Comitê do Saúde Caixa) não convocando mais reuniões com os representantes dos empregados.  

O desmonte pode se dar pelo descredenciamento em massa de serviços médicos e hospitalares, que sem o Comitê, os empregados só saberão quando forem vitimados.  

“É similar ao que ocorre com a Verocard. Tem o cartão, mas não se consegue o serviço, pois não há estabelecimentos credenciados. Hoje o Saúde Caixa é um dos melhores planos que existem e ele tem de continuar assim, mas para isso os empregados precisam participar da gestão no Comitê”, afirma Dionísio. 

Exame período do PCMSO  

Diante da convocação dos empregados para realização exame periódico (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO), a Gipes informou que os empregados do grupo de risco para o coronavírus não devem comparecer mesmo se forem convocados.  

Contratações para São Paulo

Os representantes lembraram que o Estado deveria ser servido pelas contratações que devem repor as demissões na Caixa. Em São Paulo existe a maior demanda de atendimento do país e a maior concorrência com os bancos privados.

A Gipes-SP se comprometeu a dar respostas para as questões levantadas em uma próxima reunião, possivelmente marcada para 19 de março.