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Chapéu
Pandemia

Número de empregados da Caixa mortos em 2021 já supera 2020

Linha fina
Até agora, 40 trabalhadores do banco público já morreram vítimas da Covid-19
Imagem Destaque
Arte: Fabiana Tamashiro / Seeb-SP

O número de empregados da Caixa mortos por coronavírus nos primeiros dois meses de 2021 já supera o total de vítimas de março (quando começou a pandemia) a dezembro de 2020. De janeiro até agora, pelo menos 21 bancários da Caixa foram vitimados pela doença, mais do que os 19 registrados em 2020, demonstrando o momento grave por que estamos passando, o descaso do governo federal e da gestão da Caixa para com os empregados e a população. Se somarmos o número de trabalhadores terceirizados falecidos, o total de vítimas de covid-19 deve triplicar.

Apesar de o banco sonegar informações sobre as vítimas, levantamentos feitos pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região dão conta de que o aumento expressivo no número de mortos tem relação com o trabalho presencial. O Sindicato continua cobrando informações do banco.

O dirigente sindical e empregado Caixa, Dionísio Reis, informa que a entidade vem cobrando que o banco amplie as medidas de proteção aos trabalhadores, como a inclusão de uma barreira acrílica para os gerentes e assistentes, desde o início da pandemia, sem sucesso.

"Temos cobrado o aumento da proteção aos trabalhadores e à população de uma forma geral, porque a Caixa tem, pelo contrário, reduzido a segurança sanitária para seus empregados. O aumento no número de empregados contaminados é expressivo, e entre os terceirizados este número deve ser pelo menos três vezes maior. São estes trabalhadores que pagaram o auxílio emergencial para mais da metade da população brasileira, e este descaso da Caixa deixa todos expostos", afirma o dirigente.

Metas x Saúde

Além de acabar com a saúde mental dos bancários, a cobrança de metas desumanas também está aumentando a exposição dos trabalhadores à covid-19. O Sindicato tem feito atos toda semana em defesa da Caixa pública e contra a cobrança desumana de metas. O que tem sido apurado é que os atendentes que podiam estar acabando com as filas estão totalmente voltados a outras funções.

"A direção da Caixa, ao invés de focar na proteção dos trabalhadores e da população e no serviço essencial que está sendo prestado, vem fazendo cobranças desumanas de metas, tirando os empregados do atendimento e deslocando-os para a venda de produtos, aumentando o risco de contaminação por conta das grandes filas. É preciso aumentar a proteção dos trabalhadores, as medidas de segurança e a contratação de mais empregados para garantir a saúde e a segurança de todos", finaliza.