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Master e Will Bank: Sindicato cobra liquidante sobre direitos dos bancários

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Manifestação do Sindicato em defesa dos trabalhadores impactados pelo escândalo do Banco Master (Foto: Seeb-SP)

Manifestação do Sindicato em defesa dos trabalhadores impactados pelo escândalo do Banco Master (Foto: Seeb-SP)

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região encaminhou, na manhã desta quarta-feira (18), novo ofício ao liquidante dos bancos Master e Will Bank, cobrando informações e abertura de diálogo sobre a situação dos trabalhadores após os processos de liquidação.

Desde a liquidação do Will Bank, em 21 de janeiro, a entidade afirma não ter recebido qualquer retorno por parte do responsável, o que tem ampliado a insegurança entre os empregados. A falta de transparência sobre os próximos passos e sobre a garantia de direitos trabalhistas tem gerado apreensão crescente na categoria.

Na última semana, notícias divulgadas pela imprensa sobre a demissão de gestores com altos salários intensificaram o clima de incerteza. Trabalhadores temem que não haja recursos suficientes para o pagamento das verbas rescisórias nos próximos meses. Já há relatos de funcionários desligados que receberam valores com atraso, além da ausência de multa pelo descumprimento do prazo legal. “Não é justo que os trabalhadores sejam prejudicados, precisamos de um canal de diálogo”, afirma a dirigente sindical Irene Juarez Dias.

Sindicato na luta

Desde o início das liquidações, o Sindicato tem atuado de forma contínua na defesa dos direitos dos trabalhadores do grupo Master. Entre as ações realizadas estão protestos em frente às sedes das instituições, manifestações com carro de som no prédio do Will Bank e atos na Avenida Faria Lima, além de plenárias presenciais e virtuais para orientação e acolhimento da categoria.

A pressão presencial foi fundamental para forçar o reconhecimento do passivo trabalhista e cobrar posicionamento do Banco Central e dos liquidantes, exigindo maior previsibilidade no processo. Paralelamente, a atuação jurídica e administrativa incluiu o envio sistemático de ofícios ao responsável técnico nomeado pelo Banco Central, Eduardo Felix Bianchin.

Desde o início da liquidação, o Sindicato cobrou e acompanhou a manutenção da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), com todos os seus direitos, para profissionais ativos e desligados. No caso do Banco Master, a entidade recebeu denúncias de que as verbas rescisórias estavam sendo pagas fora do prazo devido. Diante disso, a entidade está cobrando o pagamento da multa por atraso, referente a um salário do empregado.

No ambiente digital, as plenárias virtuais se tornaram espaço central de organização da categoria após o início da liquidação. Em uma das reuniões do Will Bank, 268 trabalhadores participaram para receber orientações jurídicas e apoio.

Apesar de avanços iniciais nas negociações com o Banco Master, o Sindicato alerta que demissões recentes seguem o mesmo padrão observado no Will Bank, com pagamento de verbas rescisórias em atraso e sem a devida multa. Por isso, a entidade reforça a importância da mobilização coletiva neste momento e orienta que os trabalhadores acompanhem os canais oficiais do Sindicato, além de buscarem apoio sempre que necessário.

Caso identifique irregularidades, utilize o Canal de Denúncias da entidade, ele é seguro e anônimo.

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