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Chapéu
Bradesco

Sindicato paralisa Vila Leopoldina e demissões são suspensas

Linha fina
Após paralisação no antigo Casp, banco se comprometeu a interromper cortes na concentração até 4 de maio, quando ocorre reunião entre representantes do banco e dos bancários
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Foto: Paulo Pepe

São Paulo – A mobilização dos bancários, ao lado do Sindicato, provou mais uma vez sua força. Após paralisação realizada na quinta-feira 13 no Bradesco Vila Leopoldina, antigo Casp, o banco se comprometeu a suspender as demissões na concentração até o dia 4 de maio, quando será realizada reunião entre representantes do Bradesco e do Sindicato.

“O crescente volume de demissões no Bradesco e, principalmente, no Bradesco Vila Leopoldina, é injustificável para um banco que teve lucro superior a R$ 17 bilhões em 2016. Para defender os empregos, o Sindicato, ao lado dos bancários, paralisou as atividades da concentração”, relata a presidenta do Sindicato e bancária do Bradesco, Juvandia Moreira. “Após negociação com a direção do banco, ficou marcada reunião para 4 de maio. Até lá não haverá demissões. A mobilização dos funcionários, junto com o Sindicato, foi fundamental na defesa dos empregos”, acrescenta.

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De acordo com a presidenta do Sindicato, além do elevado volume de demissões, na reunião também será discutida a efetivação do Centro de Realocação.

“O Centro de Realocação é conquista da luta da categoria bancária na última Campanha Nacional Unificada e faz parte da Convenção Coletiva de Trabalho. Temos de fazer valer essa conquista. Se o Deroc [Departamento de Relações Operacionais com o Cliente] – um dos maiores departamentos do Bradesco, majoritariamente instalado na Vila Leopoldina – passa por uma reestruturação, seus funcionários, ao invés de demitidos, devem ser alocados em locais onde faltam trabalhadores”, enfatiza Juvandia.

Compensação de horas – Durante a paralisação, diversos funcionários do Bradesco Vila Leopoldina procuraram os dirigentes do Sindicato para relatar que o banco promove um acordo de compensação de horas, no qual uma hora-extra vale como uma hora não trabalhada.

“Vamos tratar dessa questão no dia 4. Um acordo como esse precisaria ter a anuência do Sindicato, o que não ocorreu. O banco está demitindo e sobrecarregando os funcionários que ficam. Outro problema é que, ao trocar uma hora-extra por uma não trabalhada, o bancário sai perdendo, uma vez que a hora-extra deve ser paga acrescida de mais 50% do valor de uma hora normal”, conclui a presidenta do Sindicato.

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