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Defesa dos Bancários

Sindicato obtém avanços em negociação com o Santander

Em mais de 5 horas de mesa de negociação, foram discutidos: reajuste do reembolso do km rodado, CPA-10, unificação de cargos, mudança de bandeira nos vales refeição e alimentação, retirada de portas giratórias e abertura de agências aos finais de semana

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 29/04/2019 13:03 / Atualizado em 29/04/2019 13:18

Foto: Seeb-SP

O Sindicato esteve reunido com o Santander na quinta-feira 25. Em uma reunião exaustiva do Comitê de Relações Trabalhistas, os representantes dos trabalhadores cobraram soluções do banco para problemas identificados pelos bancários da instituição. O debate foi extenuante, em mais de cinco horas de negociação, mas foram conquistados avanços em alguns pontos. 

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Reajuste do KM rodado 

Os representantes dos trabalhadores demonstraram que o valor praticado pelo Santander para reembolso do km rodado é muito inferior ao praticado por outras instituições e está defasado, desde 2015, diante dos constantes aumentos do preço dos combustíveis. 

Por sua vez, o banco se comprometeu em reajustar o valor, que será informado aa partir da segunda semana de maio. Uma importante conquista para os bancários.

CPA 10 

A representação dos funcionários - considerando que o normativo 3.158/2003 estabelece prazo de até um ano para a certificação – cobrou do banco a ampliação do prazo estabelecido para os bancários se certificarem. 

O banco informou que apenas 20% dos bancários ainda não possuem a certificação e que não existe qualquer orientação para advertir, e muito menos demitir, quem não conseguir a certificação no prazo, que foi estendido por 30 dias. 

“Esperávamos mais sensibilidade do banco. A ampliação por 30 dias é importante, porém insuficiente e causa um estresse desnecessários nos funcionários que ainda não conseguiram a certificação. Reiteramos que o banco não pode pressionar e ameaçar os trabalhadores que não obtiverem a certificação neste prazo. Caso o trabalhador receba ameaças neste sentido, procure o sindicato através dos dirigentes, pela Central de Atendimento (11 3188-5200) ou WhatsApp (11 97593-7749). O sigilo é garantido”, diz a dirigente do Sindicato e bancária do Santandes, Lucimara Malaquias.

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Unificação de cargos 

Sobre a unificação de cargos, o banco informou que irá emitir comunicado institucional garantindo treinamento com dedicação exclusiva. Ou seja, o trabalhador deverá ficar liberado das tarefas durante o treinamento. O Santander também irá verificar a possibilidade de o treinamento ser parcialmente presencial.

“Os trabalhadores reclamaram que não tinham tempo exclusivo para fazer o treinamento, tinham que parar para atender clientes e dar conta do serviço. Consideramos essa mudança um avanço, uma conquista da pressão exercida pelo movimento sindical”, avalia Lucimara.

O banco se comprometeu a se reunir com os representantes dos trabalhadores em junho para avaliar os impactos do novo modelo de atendimento. “É tudo muito novo e os trabalhadores terão que dar feedback para os Sindicatos sobre essa questão dos 30% do tempo no caixa, a questão das metas, o pagamento de remuneração variável, as diferenças de caixa que possam surgir. Enfim, trazer todos os problemas para que possamos buscar as soluções com o banco” completa a diretora do Sindicato e bancária do Santander, Vera Marchione.

Já em relação as metas, o banco afirmou que não aumentará. A meta do “carteirão” continuará a mesma, mesmo agregando os novos Gerentes de Relacionamento e Serviços. O Santander também afirmou que uma vez a meta batida, todos receberão remuneração variável (agentes comerciais, assistentes, gerente PF e caixa). Seguimentos PJ, Select e Van Gogh permanecem com metas individuais. 

Algumas agências, a depender do porte e do perfil, continuarão a ter caixas e, por isso, cerca de dois mil trabalhadores permanecerão nesta função. 

Mudança da bandeira do VR e VA

De acordo com o banco, a meta é chegar a 300.000 estabelecimentos credenciados até dezembro de 2019. Atualmente, em São Paulo existem 16.277 estabelecimentos credenciados para vale-refeição (Cartão Bem) e 7.049 para vale-alimentação (Cartão Bem). 

O Santander informou que a portabilidade do saldo não é possível devido a uma questão contratual. 

 

 

“Vamos continuar cobrando que o Santander estabeleça uma força tarefa para credenciamento de estabelecimentos e orientamos o bancário que encontre qualquer dificuldade de utilização que denuncie ao Sindicato através dos dirigentes, na Central de Atendimento (11 3188-5200) ou WhatsApp  (11 97593-7749). O sigilo é absoluto”, orienta Lucimara. 

Retirada de porta giratória 

O banco fez uma explanação para representantes dos trabalhadores sobre as novas tecnologias de segurança implementadas e informou que está revendo seus planos de segurança, junto à Polícia Federal, fazendo atualizações e revisão de todo fluxo de numerário das agências.

Os trabalhadores enfaticamente defenderam que o banco deve colocar em primeiro lugar a preocupação com a segurança e a vida dos funcionários e clientes,  não só a segurança do patrimonial (equipamentos e numerário). 

“O Sindicato irá acompanhar nos próximos meses as agências que tiveram portas retiradas, a fim de verificar se esses investimentos em novas tecnologias são eficientes. Além disso, iremos acompanhar também a vistoria da Polícia Federal nesses locais. Inclusive, já temos oitiva marcada para maio na Delegacia de Segurança Privada do Estado de São Paulo”, enfatiza Lucimara.   

O banco garantiu que as portas não serão retiradas de todas as agências. Locais periféricos e com índice maior de vulnerabilidade terão as portas mantidas.

Em municípios e estados que possuem legislação própria prevendo a obrigatoriedade da porta de segurança, a mesma deve ser mantida.

Abertura aos finais de semana 

Segundo o banco está prevista a abertura de 29 agências em todo o país, todos os sábados dos meses de maio e junho, das 9h ás 12h, com palestra e atendimento individual de clientes e não clientes. Em São Paulo serão cinco. As agências em questão atuarão com portas fechadas e vigilantes. Não haverá venda de produtos. O Santander garante ainda que a adesão do trabalhador é voluntária, sem qualquer pressão para tal. 

Para os representantes dos trabalhadores o primeiro problema é o banco convidar o trabalhador para atuar no seu próprio local de trabalho para orientar os seus próprios clientes e chamar isso de trabalho voluntário.  “Que voluntariado é esse?”, questiona Lucimara.   

Os trabalhadores que se sentirem pressionados a trabalhar aos sábados devem denunciar ao Sindicato – através dos dirigentes, na Central de Atendimento (11 3188-5200) ou WhatsApp  (11 97593-7749) – informando nome, agência e regional. O sigilo é garantido.

“O Sindicato discorda completamente da abertura aos sábados, é um direito dos bancários brasileiros o descanso nos finais de semana. Os bancários espanhóis, depois de muita luta, garantiram recentemente o fechamento das agências nos sábados. Entendemos que a  educação financeira deve ocorrer no ato da contratação de produtos, durante a semana. O endividamento da população é crescente e torna-se um ciclo vicioso. Sugerimos que o banco faça parcerias com entidades que já debatem educação financeira como, por exemplo, o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor). Estaremos presentes nessas agências, nesse sábado, orientando clientes e não clientes”, diz a dirigente.  

Plano de saúde e problemas no retorno dos afastados pelo INSS 

Os temas serão debatidos em nova reunião, com data a ser definida.
 



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