Edifício sede do BRB- Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (16), na Operação Compliance Zero. A ação investiga irregularidades na tentativa de aquisição do Banco Master pelo banco público do Distrito Federal.
Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, afirma que os trabalhadores e o BRB não podem ser responsabilizados por erros de gestão.
“Essa conta não pode recair nem sobre os trabalhadores e nem sobre o banco público. O BRB é vítima do maior crime financeiro da história do Brasil. Crime que teve origem no setor privado, é bom lembrar. E não vamos aceitar que isso vire justificativa para a privatização da instituição financeira”, afirma Neiva Ribeiro.
Contexto da crise e prisão
Costa comandou o BRB de 2019 a novembro de 2025, indicado pelo ex-governador Ibaneis Rocha (MDB). Ele é investigado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na compra de carteiras do Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Suspeitas incluem a ocultação de seis imóveis como propina: quatro em São Paulo e dois em Brasília, avaliados em R$ 146,5 milhões. Cerca de R$ 74,6 milhões já foram pagos, segundo a PF.
Defesa dos trabalhadores e do banco público
O BRB, originalmente criado como Banco Regional de Brasília em 1964, é uma instituição financeira estatal focada no desenvolvimento socioeconômico do Distrito Federal e regiões de influência.
Ele atua como banco múltiplo, oferecendo linhas de crédito para empresas, projetos imobiliários e desenvolvimento local, visando suprir a oferta de crédito da iniciativa privada.
A crise do Banco Master ameaça empregos e a natureza pública do BRB, mas o Sindicato reforça a luta para proteger a categoria e a empresa.
“É importante que todos os agentes públicos envolvidos sejam investigados e punidos, mas sem afetar a instituição financeira. O movimento sindical está mobilizado para garantir a preservação da função pública do BRB, os empregos e a estabilidade da instituição”, finaliza Neiva.