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Caso Master: Enquanto investigações avançam, Sindicato luta pelos direitos dos trabalhadores

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Sindicato cobra respeito aos direitos dos trabalhadores do conglomerado de Daniel Vorcaro (Foto: Seeb-SP)

Sindicato cobra respeito aos direitos dos trabalhadores do conglomerado de Daniel Vorcaro (Foto: Seeb-SP)

O jornal Folha de São Paulo, na sua edição impressa do último domingo, 26 de abril, trouxe reportagens que abordam o histórico e os avanços nas investigações sobre o Banco Master e outros negócios de Daniel Vorcaro e seus sócios, além de medidas adotadas pelo Banco Central para evitar que novas fraudes financeiras do tipo voltem a ocorrer.

Multipar – Uma das reportagens da Folha de S.Paulo revelou, com exclusividade, que o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) identificou que uma das empresas da família de Daniel Vorcaro, a Multipar, uma holding de instituições não financeiras, movimentou mais de R$ 1 bilhão em cinco anos apenas entre contas vinculadas ao Banco Master.

De acordo com o COAF, a movimentação aponta para uma tentativa de ocultar patrimônio. No total, foram cerca de 10 mil transações entre pouco mais de 30 empresas de alguma forma ligadas à família de Daniel Vorcaro ou ao Banco Master.

Entre os nomes apontados pela investigação estão Henrique Vorcaro, Natália Vorcaro e Aline Vorcaro, respectivamente pai, irmã e mãe de Daniel Vorcaro.

BC reforça fiscalização – Diante da dimensão das fraudes financeiras identificadas no Banco Master e em outras empresas do grupo de Daniel Vorcaro, viabilizadas a partir de brechas regulatórias, os órgãos de fiscalização do sistema financeiro “acionaram um onda de revisão de normas”.

CEOs de bancos, representantes do setor, investigadores e integrantes de órgãos regulatórios ouvidos pela Folha de S.Paulo, na condição de anonimato, avaliam que o "aperto normativo" está só no começo.

A atual gestão do Banco Central, por exemplo, decidiu reforçar a área de supervisão ao alocar 25% dos servidores aprovados no concurso mais recente em áreas subordinadas a Diretoria de Fiscalização.

Além disso, o BC está finalizando a revisão do seu plano de integridade, que orienta a conduta dos servidores. Outras medidas como limitar mandatos de servidores em cargos de chefia e um rodízio de funcionários que cuidam de cada instituição financeira estão em estudo.  

“Ao contrário da última gestão do Banco Central, nomeada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que no mínimo se omitiu diante dos indícios de operações fraudulentas por parte do Banco Master, a atual gestão está tomando medidas que visam fortalecer a fiscalização do sistema financeiro, o que sem dúvida é positivo”, destaca a presidenta do Sindicato, Neiva Ribeiro.

“O Sindicato defende há anos um novo marco regulatório para o sistema financeiro, que fortaleça os órgãos regulatórios e, principalmente, submeta instituições financeiras não bancárias como, por exemplo, fintechs, às mesmas normas regulatórias, fiscais e, sobretudo, trabalhistas, que os bancos. É preciso fazer justiça aos trabalhadores destas empresas, que na prática atuam como bancários, mas sem a mesma remuneração e direitos”, acrescenta.

Sindicato ao lado dos trabalhadores – À medida que avançam as investigações sobre o Banco Master e outras empresas do conglomerado de Daniel Vorcaro, novas manchetes surgem na imprensa denunciando a dimensão do esquema e a ampla teia de relações que o sustentava. Porém, o que até o momento não ganhou grande destaque na mídia foi a situação dos trabalhadores do conglomerado.

O Sindicato, desde o princípio, está na luta ao lado dos trabalhadores do Banco Master, Let´s Bank, Banco Pleno e Will Bank, atuando para que todos os direitos sejam devidamente pagos.

“O Sindicato segue firme nesta luta. Em meio a um escândalo desta dimensão, os direitos dos trabalhadores não devem ser encarados como algo de menor importância. Cobramos celeridade nas investigações, uma vez que existem fortes indícios de recorrentes tentativas de ocultação de patrimônio. É urgente que sejam resolvidas todas as pendências para com os trabalhadores do conglomerado”, destaca Neiva Ribeiro.

Ações do Sindicato desde o início da liquidação

Desde o anúncio da crise no Grupo Master, o Sindicato agiu em várias frentes:

  • Orientação jurídica imediata aos trabalhadores;
  • Cobrança formal às instituições por obrigações trabalhistas;
  • Protestos e manifestações pela garantia de direitos bancários;
  • Divulgação transparente nos canais oficiais contra desinformação;
  • Plenárias para ouvir demandas;
  • Pressão por pagamento de salários, benefícios e direitos legais.

Essas medidas avançaram, mas pendências persistem nos bancos.

Pendências

  • Banco Master: foco está no pagamento da multa rescisória;
  • Let´s Bank: décima terceira cesta-alimentação segue sendo devida aos demitidos em novembro de 2025;
  • Banco Pleno: previsão de pagamento do PPR em 30 de abril, além de reunião com o Sindicato na primeira semana de maio;
  • Will Bank: também há pendência da multa por atraso de pagamento da rescisão.

Participe do abaixo-assinado!

O Sindicato convoca bancários do Grupo Master a ficarem atentos aos canais oficiais da entidade (veja abaixo) para atualizações e mobilizações.

Também é fundamental participar do abaixo-assinado em defesa dos direitos
dos bancários do conglomerado Master.

Por meio do formulário disponível neste link, trabalhadores podem tirar dúvidas específicas e sugerir novas ações.

A força coletiva garante direitos na liquidação.

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