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Tempo de Bem Viver

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Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato, durante a celebração dos 20 anos do Pagode da 27, realizada no dia 31 de maio, no Parque Villa-Lobos (Foto: Seeb-SP)

Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato, durante a celebração dos 20 anos do Pagode da 27, realizada no dia 31 de maio, no Parque Villa-Lobos (Foto: Seeb-SP)

Encerramos o Mês do Trabalhador com importantes lutas, conquistas e mobilizações que reafirmam o papel do movimento sindical na construção de uma sociedade mais justa, democrática e humana.

Ao longo de maio, fortalecemos bandeiras históricas da classe trabalhadora: a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1; o combate à pejotização e à precarização das relações de trabalho; a luta pela igualdade salarial entre homens e mulheres; o enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio; a regulamentação do trabalho por aplicativos; o fortalecimento das negociações coletivas; e a resistência à reforma administrativa e às privatizações.

Uma das principais vitórias do mês foi a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da proposta que estabelece o fim da escala 6x1. Trata-se de uma reivindicação histórica do movimento sindical bancário, apoiada pelo governo do presidente Lula, que representa um passo importante para garantir mais qualidade de vida aos trabalhadores. Agora, seguimos mobilizados pela aprovação da medida no Senado.

Falar em redução da jornada é falar em qualidade de vida. Tempo para estar com a família, cuidar da saúde, estudar, descansar, participar da vida comunitária e exercer plenamente a cidadania. O trabalho deve garantir dignidade, mas não pode consumir toda a vida das pessoas.

Essa defesa do bem viver também esteve presente na celebração dos 20 anos do Pagode da 27, realizada no dia 31 de maio, no Parque Villa-Lobos. Cerca de 10 mil pessoas participaram da festa, entre elas bancários e bancárias que puderam aproveitar uma estrutura exclusiva organizada pelo Sindicato. Mais do que um grande evento cultural, a comemoração reforçou duas mensagens fundamentais: a luta pelo fim da escala 6x1 e a campanha “Eu Quero Mais Agências”, que defende a ampliação do atendimento bancário presencial à população.

Apoiar a cultura é também defender direitos. O acesso ao lazer, a arte e ao entretenimento não deve ser privilégio de poucos. São elementos essenciais para a qualidade de vida e para a construção de uma sociedade mais saudável e inclusiva. Por isso, o Sindicato entende que apoiar iniciativas culturais é também apoiar os trabalhadores.

Nesse mesmo sentido, reforçamos a importância do projeto de lei de autoria do deputado estadual Luiz Claudio Marcolino (PT-SP), que busca combater o fechamento de agências bancárias e limitar a redução dos postos de trabalho no setor. A proposta estabelece contrapartidas para os bancos que operam serviços públicos estaduais, exigindo a manutenção de pelo menos uma agência em cada município onde atuam. Também cria mecanismos para preservar empregos e garantir atendimento adequado à população.

Ao longo deste ano, seguiremos fortalecendo a negociação coletiva, defendendo a democracia, a soberania nacional e um sistema financeiro regulado, comprometido com o desenvolvimento do país e com os interesses da sociedade. Também reafirmamos a importância do Pix como instrumento de inclusão financeira e de soberania tecnológica brasileira.

Queremos um país onde o crescimento econômico caminhe junto com a distribuição de renda, os direitos sociais e a valorização do trabalho. Um Brasil democrático e soberano, capaz de garantir políticas públicas de qualidade, empregos dignos e oportunidades para todos.

O Sindicato existe para melhorar a vida das pessoas. Nossa luta é para que trabalhadores e trabalhadoras tenham melhores salários, mais direitos, mais tempo livre e melhores condições de vida. Em outras palavras, lutamos pelo direito ao bem viver.

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