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Chapéu
Dia de luta em Brasília

Só a mobilização transforma reivindicações em direitos, afirma presidenta do Sindicato em Marcha da Classe Trabalhadora

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Presidenta do Sindicato, Neiva Ribeiro, ao lado de Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, na marcha em Brasília

Presidenta do Sindicato, Neiva Ribeiro, ao lado de Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, na marcha em Brasília

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região marcou presença na marcha da classe trabalhadora realizada nesta quarta-feira (15), em Brasília. Organizado pela Central Única dos Trabalhadores e demais centrais sindicais, o ato reuniu milhares de trabalhadores de todo o país em defesa de direitos e por novas conquistas.

Representando a categoria bancária, dirigentes do Sindicato participaram da mobilização levantando pautas como o combate ao adoecimento no setor financeiro e a isenção do Imposto de Renda sobre a PLR (Participação nos Lucros e Resultados). A presidenta do Sindicato, Neiva Ribeiro, reforçou o papel da mobilização como instrumento de transformação social.

“É muito importante estar aqui pressionando, questionando e lutando. É assim que se consegue direitos. É importante que você saiba disso e que comente no seu local de trabalho. Se a gente não se mobiliza, os direitos não vêm, não caem do céu”, afirmou Neiva.

A presidenta destacou a redução de jornada como uma das principais bandeiras do ato, ressaltando que essa pauta transpassa todas as categorias. “Entre as nossas principais demandas, estão a redução de jornada sem redução de salário e o fim da escala 6x1. Nós, bancários e bancárias, já temos uma jornada sem trabalho aos sábados e domingos, o que é uma conquista da nossa categoria, mas somos solidários e temos que unir forças com as categorias que ainda não têm esse direito.”

Dia de luta

A marcha ocorreu em um momento de forte mobilização nacional, impulsionada pelo projeto de lei enviado ao Congresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na terça-feira (14), que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.

Antes do ato, a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) reuniu lideranças sindicais, parlamentares e representantes do governo. Entre as autoridades presentes estava o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos.

Ao término dos debates, a Conclat aprovou a pauta unificada da classe trabalhadora para 2026, que servirá como norte para as eleições deste ano. O documento foi entregue no fim da tarde ao presidente Lula e ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos/PB), em cerimônias oficiais.

A marcha, que teve início às 11h, percorreu a Esplanada dos Ministérios até o Congresso Nacional. Entre as principais bandeiras levantadas estiveram:

• Fim da escala 6x1
• Redução da jornada sem redução salarial
• Regulamentação do trabalho por aplicativos
• Combate à pejotização
• Fortalecimento das negociações coletivas
• Direito de negociação para servidores públicos
• Combate à violência contra as mulheres

O movimento integra um calendário de mobilizações que segue até o 1° de Maio, o Dia do Trabalhador e da Trabalhadora. A iniciativa visa reforçar a importância da organização e da pressão social para a conquista de novos direitos.

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