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Rodízio anunciado por Covas pode prejudicar bancários

Prefeito vai retomar e ampliar rodízio de carros a partir de segunda 11. Categoria bancária, que já adotou medidas para conter a pandemia, como rodízio nas agências e home office, será atingida

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 07/05/2020 19:14 / Atualizado em 08/05/2020 12:19

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, anunciou nesta quinta-feira 7, que vai retomar e endurecer o rodízio de carros em toda a capital. A partir de segunda-feira 11, carros com placas de final par (0, 2, 4, 6 e 8) só poderão rodar em dias da semana pares e veículos com final ímpar (1, 3, 5, 7 e 9), nos dias ímpares. A medida vale durante as 24 horas do dia, inclusive aos sábados e domingos, e só deixa de fora os profissionais de saúde, essenciais no enfrentamento da covid-19, táxis, trabalhadores do setor de abastecimento (energia, gás, água), veículos de imprensa e motos. Mas prejudicará outros trabalhadores que executam serviços importantes à população, como os bancários.

A secretária-geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Neiva Ribeiro, destaca que já houve uma grande redução no número de bancários que estão se deslocando para os locais de trabalho, e que isso deveria ser levado em conta pelo prefeito, uma vez que o contingente de trabalhadores que ainda sai de casa é o que está atendendo a população em serviços importantes como transaçoes sem cartão e pagamentos de auxílio-emergencial.

“A categoria bancária foi uma das primeiras a discutir, em mesa de negociação com os bancos, medidas para resguardar a vida dos trabalhadores e contribuir na contenção da epidemia, como a adoção de rodízio semanal nas agências, afastamento para quem é do grupo de risco e home office para boa parte dos trabalhadores de banco. Hoje, segundo a Fenaban, há cerca de 250 mil bancários trabalhando de casa, o que corresponde a 55% da categoria. Portanto, já estamos fazendo a nossa parte em termos de saúde pública e, por outro lado, continuamos garantindo à população os serviços bancários de que necessitam. O rodízio deveria levar isso em consideração e resguardar a segurança dos bancários no caminho para o trabalho”, diz Neiva.

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O Sindicato enviou ofício à Prefeitura de São Paulo solicitando a exclusão dos trabalhadores bancários das Medidas Restritivas do Rodizio. No ofício, a entidade argumenta que as agências e departamentos bancários foram incluídos no rol das atividades essenciais, visto a importância da manutenção dos serviços de atendimentos bancários – saques, depósitos, pagamentos, etc. – que são vitais para a população", principalmente aos menos favorecidos, vide a grande demanda que agências da Caixa enfrentam nos dias atuais". No documento, argumenta ainda que muitos bancários necessitam atravessar diversas regiões do município para chegar a seus locais de trabalho, e que entram nas agências em média uma hora antes de elas abrirem e saem horas depois de fecharem; destaca que diante das recomendaçoes pelo afastamento social, grande parte desses trabalhadores têm optado pelo transporte individual e que, com tais restrições, eles terão dificuldades para chegar no trabalho.

Além do ofício, a secretária-geral do Sindicato convida bancários e bancárias a se manifestarem nas redes sociais da Prefeitura (twitter.com/prefsp ou facebook.com/PrefSP) reivindicando o direito de usar seu carro para ir ao trabalho. “A categoria é uma das que está na linha de frente dessa pandemia, atendendo diversas pessoas nas agências. A proibição do uso de veículos vai aumentar o número de usuários no transporte público, onde o risco de contaminação é alto. Portanto, a medida de Covas pode ampliar o contágio ao invés de evitar a proliferação do vírus, já que infelizmente nossa cidade não conta com um transporte público eficiente e de qualidade”, avalia.

“A categoria bancária é muito solidária a todas as medidas de contenção da pandemia e de auxílio aos trabalhadores informais e aos vulneráveis, que precisam de renda para garantir o êxito do isolamento social o máximo possível, mas essa medida não será eficaz e trará mais contratempos”, conclui a secretária-geral do Sindicato.

Ela acrescenta que o Sindicato procurará banco a banco para negociar.

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