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Santander aguarda decisão do Banco Central para pagar as horas extras do “feriadão”

Linha fina
Banco vai esperar o órgão regulador decidir se decretará feriado bancário nos dias originais das datas; também informou que irá aproveitar a flexibilização do isolamento para aumentar o contingente nos centros administrativos, reforçando a discriminação e o descaso com os trabalhadores brasileiros
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Montagem: Linton Publio

Diferentemente de outros grandes bancos privados – como Itaú e Bradesco – o Santander não pagou as horas extras trabalhadas nos feriados de Corpus Christi, Consciência Negra e Revolução Constitucionalista, que este ano foram antecipados respectivamente para os dias 20, 21 e 25 de maio para manter o isolamento social a fim de tentar diminuir a curva de contaminação e mortes por coronavírus. O Banco Central deixou à cargo da Fenaban a decisão de respeitar ou não o decreto da Prefeitura. Contudo, a federação dos bancos boicotou a decisão.    

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Em reunião com o Sindicato dos Bancários de São Paulo Osasco e Região, nesta quinta-feira 28, o Santander informou que irá aguardar um posicionamento do Banco Central sobre a decretação de feriado bancário no dia 11 de junho, a data original da celebração de Corpus Christi, para pagar ou não as horas extras.

Se o Banco Central decidir que 11 de junho será dia útil, o Santander irá pagar as horas extras trabalhadas na antecipação do feriado. Contudo, se for considerado feriado bancário, não haverá motivo para pagamento de horas extras e o banco permanecerá fechado.  Portanto, o Santander alegou que o pagamento das horas extras na antecipação do feriado depende de uma decisão do Banco Central.  

Home office

O Santander informou que tendo em vista a deliberação do governo do Estado e da Prefeitura de flexibilizar o isolamento social, irá aumentar para até 40% do total o número de trabalhadores presencialmente nos centros administrativos, levando-se em consideração cada área. 

Na realidade, desde 18 de maio o banco já havia flexibilizado o retorno, quando convocou  cerca de 30% dos que estavam em home office para retornar  ao trabalho nas concentrações. Informou também que o sistema de ar-condicionado da Torre e dos demais prédios serão higienizados todo final de semana. 

Os trabalhadores considerados dentro do grupo de risco continuarão em home office e, segundo o banco, todas as medidas de retorno serão reavaliadas a cada 15 dias, podendo resultar na ampliação ou redução do número de trabalhadores em home office, a depender da análise da situação da pandemia. 

“É um absurdo o banco considerar o retorno do trabalho presencial nos seus centros administrativos, assim como é uma vergonha o poder público decidir pela flexibilização do isolamento social em um momento em que a curva de contaminação e de mortos por covid-19 sequer chegou ao seu pico, uma vez que o número de vítimas da doenças aumenta a cada dia. Esta decisão demonstra o desprezo do governo do Estado e da Prefeitura de São Paulo pela vida dos cidadãos”, afirma Rita Berlofa, diretora executiva do Sindicato dos Bancários de São Paulo e bancária do Santander. 

As decisões tomadas pelo Santander no Brasil destoam até das medidas tomadas pelo maiores bancos privados nacionais, que estão mantendo, até agora, cerca de 90% dos seus trabalhadores dos centros administrativos em home office.

“A diferença de tratamento é mais gritante ainda se compararmos entre o que o banco pratica aqui e na Espanha. Lá o Santander só retornou cerca de 10% dos trabalhadores que estavam em home office semanas depois que a curva de contaminação e mortes passou a diminuir. Aqui no Brasil, mesmo com o aumento do número de casos, o banco autorizou o retorno de até 40% dos trabalhadores”, enfatiza Rita.

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