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Chapéu
13 Convenções

Trabalhadores vão denunciar Temer em conferência da OIT

Linha fina
A CUT e demais centrais sindicais brasileiras divulgarão documento com violação do governo ilegítimo a 13 convenções; será dia 12, durante a Conferência Internacional do Trabalho
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Foto: Crozet / Pouteau (OIT)

São Paulo - A CUT e as demais centrais sindicais brasileiras protestarão no dia 12 durante a Conferência Internacional do Trabalho da OIT (Organização Internacional do Trabalho) contra os ataques do ilegítimo Michel Temer (PMDB) aos direitos trabalhistas e à organização sindical.

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De acordo com matéria publicada pela CUT, a manifestação acontece em Genebra, onde ocorre atividade, na Place des Nations, às 18h (horário local).

Além de participar dessa mobilização, a Central também divulgará um documento escrito em quatro línguas em que aponta a relação entre as reformas e a violação de 13 Convenções da OIT, como as normas 87, 98 e 154, atingidas por propostas como a prevalência do negociado sobre o legislado e o ataque à organização sindical (veja quadro abaixo).

Para o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, a mobilização internacional é uma forma de driblar a blindagem no Brasil.

“Qualquer veículo de comunicação sério, que tenha compromisso com a população, deveria tratar as reformas como ela são, um ataque frontal às condições dignas de trabalho e renda e é isso que iremos denunciar na OIT.  Qualquer reforma tem de ser debatida pela sociedade  e só pode ser proposta por um governo legitimamente eleito pelo voto direto. Discutir as reformas Trabalhista e da Previdência no Brasil hoje é a  falar do golpe de Estado contra o país, contra a democracia e contra a classe trabalhadora" falou Vagner.

Para o secretário de Relações Internacionais, Antônio Lisboa, a Central entende como fundamental pautar o debate sobre os direitos trabalhistas no Brasil em instâncias internacionais.

“A OIT é o principal instrumento de regulação internacional do trabalho e a CUT estará presente pela necessidade de fortalecer a OIT e denunciar as atrocidades que estão ocorrendo no Brasil contra a classe trabalhadora com a retirada de direitos trabalhistas e práticas antissindicais”, disse.

Além de Vagner e Lisboa, compõem a delegação da CUT a secretária-geral adjunta Maria Godói Faria, o secretário de relações internacionais adjunto, Ariovaldo Camargo, a secretária da Mulher Trabalhadora, Junéia Batista, também em nome da ISP (Internacional dos Serviços Públicos) e a secretária de Políticas Sociais e Direitos Humanos, Jandira Uehara. O ex-presidente da CUT, João Felício, representará a CSI (Confederação Sindical Internacional).