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Banco do Brasil

Superintendente pensa que Banco do Brasil é Exército

Gestor inventa campanha com jargão militarista para cobrar metas abusivas a serem cumpridas antes do fim do semestre, que termina em três dias úteis

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 26/06/2019 18:05 / Atualizado em 27/06/2019 12:31

Arte: Marcio Baraldi

Em tempos de governo Bolsonaro, a visão militarista da gestão federal está influenciando ao menos um gestor do Banco do Brasil. O superintendente varejo pessoa física de São Paulo idealizou campanha para cobrar dos gerentes de agências digitais 400 pontos em vendas de produtos até o fim do semestre que se encerra na sexta-feira 28, portanto daqui a três dias. 

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“Faltando 3 dias úteis para encerramento do semestre, precisamos muito comemorar juntos a sua conquista dos 400 pontos no mês de Junho! Acredite: É possível! Não desista!  Lançamos um desafio para você #MissãoDadaMissãoCumprida”, diz o e-mail enviado para funcionários de cidades da região metropolitana de São Paulo, como Osasco e Barueri, e para municípios do interior. 

“Missão dada é missão cumprida” é um jargão militar que se popularizou com o filme Tropa de Elite.   

De acordo com informações passadas por um bancário, a campanha é dividida em dois módulos: “Mobilização”, que mede as vendas de crédito e produtos; e “Avaliação”, que mensura a qualidade do contato com o cliente, tempo de resposta e rotação de carteira. O “Mobilização” vale 400 pontos e o “Avaliação” vale 600. 

“Só que eles nem ligam para o ‘Avaliação’. A maioria atinge os 600 pontos muito rápido. E para fazer os 400 no ‘Mobilização’ é muito difícil. E todo mês temos direcionadores. Este mês é desembolso em resultado e investimento líquido. Os produtos não mudam, só que o banco escolhe itens para serem direcionadores que são absurdos. Tipo cheque especial. Tem mês que eles determinam que prestamista [seguro contratado junto com operação de crédito] não vale. Então dificulta muito. Quanto mais fácil de vender é o produto, tipo o prestamista, é justamente esse que eles decidem não aceitar”, relata o bancário.

 

 

“Banco do Brasil não é Exército, não é regime militar. Se o superintendente pensa que é um oficial comandando soldados ao invés de bancários, então ele que peça para sair do banco a vá servir em um quartel”, sugere o dirigente sindical e bancário do Banco do Brasil Felipe Garcez.



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