Central de Atendimento

ou whatsapp (11) 97593-7749
Caixa Federal

Caixa tem lucro de R$ 6,7 bilhões no 1º semestre de 2018 e quer eliminar direitos

Maior resultado na história do banco para o período é divulgado em meio a tentativa da sua direção de retirar uma série de conquistas históricas dos empregados, e foi construído sobre a omissão da função social da instituição pública

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 20/08/2018 16:24 / Atualizado em 20/08/2018 22:24

Protesto do Sindicato em defesa da Caixa

Foto: Mauricio Morais

A Caixa atingiu lucro líquido de R$ 6,7 bilhões no primeiro semestre de 2018, crescimento de 63,3% em 12 meses. É o maior resultado já alcançado pelo banco em um semestre e foi divulgado em meio às negociações da Campanha Nacional 2018 nas quais a direção da instituição tenciona eliminar direitos históricos dos empregados, como a PLR Social, e o Saúde Caixa nos moldes atuais.

“Portanto, qualquer tentativa de  retirada de direitos, como a direção do banco pretende nas negociações, é totalmente inaceitável. O lucro do banco comprova que não há a menor justificativa para isso”, afirma Dionísio Reis, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa).

Assine o boletim eletrônico com notícias específicas da Caixa
Faça a sua sindicalização e fortaleça a luta em defesa dos direitos dos bancários

Nas negociações da Campanha Nacional 2018, além de não garantir o pagamento da PLR Social e não manter o Saúde Caixa nos moldes atuais, a direção do banco apresentou proposta que não garante mais de 30 direitos do atual Acordo Coletivo de Trabalho (veja no final da matéria os links das matérias sobre as negociações). 

Entenda como as resoluções da CGPAR ameaçam o direito à saúde dos empregados da Caixa
Empregados da Caixa protestam contra resolução 23 da CGPAR
Projeto de lei que suspende resolução 23 tem apoio de 95% em enquete. Vote também!

Caixa reduz agências e número de empregados

No primeiro semestre de 2018, as despesas de pessoal da Caixa totalizaram R$ 11,4 bilhões (incluindo a PLR), redução de 2,22% em 12 meses, impactada, principalmente, pelos efeitos dos planos de demissão voluntária iniciados em 2017.

Portanto, a relação entre receitas de prestação de serviços e tarifas ficou em 114%, crescimento de 9,3 pontos percentuais. Com essas receitas, a Caixa consegue pagar todos os seus empregados e ainda sobram  R$ 1,6 bilhão.

O número de empregados caiu, e passou de 90.201, em junho de 2017, para 86.424 empregados 12 meses depois, redução de 3.777 empregados em um ano, principalmente devido ao plano de demissão voluntária.

O número de agências e postos de atendimento também caiu de 4.244 para 4.178 unidades, queda de 66 unidades em um ano.

“A redução do número de agências e empregados comprova que a lucratividade está aumentando enquanto o banco encolhe, o que não traz nenhum benefício para a população. A Caixa precisa crescer induzindo o crescimento do país. E isso não se vê com o aumento da lucratividade, mas por meio de contratações de empregados e da concessão de crédito mais acessível a fim de auxiliar a economia a sair do atoleiro em que o país se encontra. Essa é a razão da existência de um banco totalmente público como a Caixa”, afirma Dionísio, lembrando que o Sindicato promove campanha intensa pela ampliação das contratações e a manutenção das agências. 

> Lutar e resistir por mais empregados e mais Caixa para o Brasil!
> Luta contra fechamento de agência é símbolo de resistência ao desmonte
> Símbolo da resistência, Jardim Camargo Novo fica!
> Grande ato defende Caixa 100% Pública e agência Jd. Camargo Novo
> Luta contra fechamento de agência é símbolo de resistência ao desmonte

Direção da Caixa omite função social e reduz crédito para a população

 

 

O resultado operacional da Caixa alcançou R$ 9,1 bilhões no acumulado até junho de 2018, crescimento substancial de 127% em um ano devido, segundo o banco, pela estabilidade da margem financeira, redução nas despesas com PDD (-30,9%) e nas despesas administrativas  (-5,8%), que inclui redução de dspesa de pessoal, e pelo  crescimento nas receitas de prestação de serviços e tarifas (6,5%);

A carteira de crédito comercial totalizou R$ 148,6 bilhões em junho de 2018, redução de 18,7% em 12 meses, a carteira PF registrou saldo de R$ 87,6 bilhões, recuo de 12,9% em 12 meses. A carteira PJ também recuou (-25,7%) em 12 meses.

“A redução de mais de dois dígitos do crédito, associada a queda das despesas administrativas de pessoal, comprova que a Caixa, sob o governo Temer, deixou de cumprir com sua função social a fim de contribuir para o fomento da economia e caminha para o sucateamento”, afirma Dionísio. “A Caixa deve voltar a exercer esse papel essencial para o crescimento do país. É importante ressaltar que dentro de alguns meses teremos eleições presidenciais e para a renovação do Congresso Nacional, e muitos candidatos defendem a privatização dos bancos públicos. Por isso, é fundamental informar-se muito bem antes de votar”, acrescenta o dirigente.

O patrimônio líquido do banco totalizou R$ 80,4 bilhões, evolução de 22,0% em relação a junho de 2017.

Em junho de 2018, a Caixa possuía R$ 2,2 trilhões de ativos administrados (incluindo FGTS, fundos de investimento e outros ativos), aumento de 3,3% em 12 meses, impulsionados, principalmente, pelo avanço de 18,6% nos fundos de investimento. Os ativos próprios da empresa, montante de R$ 1,271 trilhão, apresentaram redução de 0,8%.

O índice de inadimplência totalizou 2,50%, estável em relação ao primeiro semestre de 2017. A inadimplência da carteira comercial PF totalizou 5,34% em junho de 2018, redução de 0,21 pontos percentuais em 12 meses. A inadimplência da carteira comercial PJ atingiu 5,66%, aumento de 1,05 pontos percentuais no mesmo período.

> 1ª rodada: Empregados e Caixa definem calendário de negociação
> 2ª rodada: Direção da Caixa não garante direitos dos empregados
> 3ª rodada: Governo quer impor o fim do Saúde Caixa
> 4ª rodada: Caixa não avança nas negociações
> 5ª rodada: Caixa apresenta proposta inaceitável
> 6ª rodada: Mobilização traz avanços ainda insuficientes



Voltar para o topo