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São Paulo

Ato na República abre agenda em defesa do funcionalismo público

Pela valorização dos servidores e contra as privatizações, haverá paralisação e manifestação em outubro

  • Rafael Silva, da CUT São Paulo
  • Publicado em 19/09/2017 11:40 / Atualizado em 19/09/2017 11:45

Haverá novo ato em 27 de outubro, véspera do dia do Servidor Público

Foto: Dino Santos / CUT-SP

São Paulo - A CUT e demais centrais sindicais deram início na tarde de sexta 15 a uma agenda de mobilização em defesa do servidor e do serviço público. O ato ocorreu na Praça da República, no centro de São Paulo.

Uma série de ações estão programadas, culminando na paralisação no estado e grande manifestação dos servidores em 27 de outubro, véspera do dia do Servidor Público. Haverá em “esquenta” da paralisação, com panfletagens de 16 a 20 de outubro. A agenda tem ainda audiências e aulas públicas pelo estado entre 2 e 13 de outubro.

Presidente da CUT-SP, Douglas Izzo destacou a importância da unidade de toda a classe trabalhadora na luta contra as privatizações e a valorização dos servidores. “Faremos um amplo processo de debate com os servidores e também com a população, mostrando que a destruição do patrimônio brasileiro vai afetar negativamente o atendimento das demandas do estado na saúde, educação, transporte, segurança”.

As atividades foram definidas na reunião do Fórum do Funcionalismo Público de São Paulo, realizada no início deste mês, e composta pelas entidades sindicais do setor público.

Destruição do patrimônio - Geraldo Alckmin (PSDB), no governo do estado, e João Doria (PSDB), na prefeitura da capital, têm promovido o sucatemento dos serviços públicos em São Paulo e ameaçando entregar as empresas públicas aos empresários por meio de privatizações.

No cenário nacional, com Michel Temer (PMDB) na Presidência, também estão em risco diversas estatais, como as dos setores financeiro, petróleo e telecomunicações. Soma-se a isso o congelamento dos investimentos nos serviços e as reformas nas leis trabalhistas que penalizam os servidores.

“É uma tarefa de todo o funcionalismo do estado construir um movimento de resistência e enfrentamento a toda essa política. Entendemos que o funcionalismo é quem garante à população que os direitos pelas políticas públicas sejam concretizados. E isso está ameaçado pela lógica do Estado Mínimo defendida por esses governos”, afirmou Sérgio Antiqueira, presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep-SP).

 

 

A entidade lança no dia 19 a campanha SP Não Está à Venda, que irá colher assinaturas para um projeto de lei que exija que cada proposta de privatização ou concessão pretendida por João Doria seja submetida à consulta da população.

Já Léo Canabrava, do Sindicato dos Trabalhadores Ferroviários da Zona Central do Brasil, lembrou da falta de valorização enfrentada pelos servidores. “A cada ano o governo do estado tem pressionado o trabalhador das empresas públicas como a CPTM, o colocando sob pressão através de punições. Além disso, nós tivemos zero de aumento neste ano. Já a ferrovia vem sendo sucateada por falta de gestão, não tendo a manutenção devida e gerando problemas como a lentidão.”

Apeoesp - O ato desta sexta ocorreu após a assembleia e paralisação feita pela Apeoesp. Os professores se reuniram para cobrar de Geraldo Alckmin reajuste salarial da categoria e onde foi anunciado o cumprimento da liminar da Justiça que obriga o governo a pagar 10% de reajuste para toda a categoria, de ativos e aposentados.



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