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Chapéu
São Paulo

Passado um século, exposição detalha greve geral de 17

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Sede da CUT em São Paulo exibe 1917-2017: 100 anos Depois, a Luta Continua! com imagens de trabalhadores, exploração de crianças e adolescentes, mobilizações e a paralisação do começo do século XX
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Foto: Roberto Parizotti / CUT

São Paulo - Imagens de homens e mulheres em seus locais de trabalho, exploração de crianças e adolescentes, mobilizações populares e a greve geral do começo do século XX estão reunidas na exposição 1917-2017: 100 anos Depois, a Luta Continua!, que segue até dezembro na sede da CUT em São Paulo, na Rua Caetano Pinto, 575, no Brás, centro da capital.

A exposição, segundo matéria da CUT, é itinerante e teve início em junho, no seminário na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Já passou pela Biblioteca da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pelo Congresso Extraordinário da CUT, em agosto, em São Paulo.

A mostra, organizada pelo Centro de Documentação e Memória Sindical da CUT (Cedoc) e pela Secretaria de Cultura da CUT Nacional, conta com a parceria do Arquivo Edgard Leuenroth, da Unicamp.

A exposição retrata as mobilizações populares dos trabalhadores e a repressão policial, situações que culminaram na greve geral realizada em 1917, classificada por escritores e historiadores, como José Luiz Del Roio, como a primeira grande paralisação no Brasil. A greve ganhou adesão na luta contra longas jornadas de trabalho, baixos salários, exploração infantil e por melhores condições de trabalho a homens e mulheres.

O secretário nacional de Cultura da CUT, José Celestino Lourenço, o Tino, afirma que a exposição traz à tona uma história de resistência que deve inspirar as lutas populares atuais.

“Num momento de golpe, esperamos que a exposição seja mais um instrumento de conscientização dos trabalhadores. A mesma luta que tínhamos em 1917 é a luta que fazemos hoje para defender os direitos conquistados naquele período com muitas lutas e greves”, fala.

Para a secretária de Comunicação da CUT-SP, Adriana Magalhães, esta é uma forma de preservar a memória do movimento operário. “É importante mostrar que nossa caminhada até aqui contou com muitos protagonistas que derramaram sangue e deram seu suor, realidade omitida ou descaracterizada pelos grandes veículos de comunicação", avalia.

A exposição irá percorrer outros espaços do Brasil até julho de 2018. As entidades sindicais que tenham interesse em visitar ou expor podem entrar em contato com Martinho da Conceição, da Secretaria Nacional de Cultura da CUT, pelo telefone (11) 2108 9322 ou no e-mail [email protected]

No Brás, os visitantes podem conferir o material de segunda a sexta, das 9h às 18h. A entrada é gratuita.

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