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Chapéu
Campanha dos Bancários 2026

Banco do Brasil apresenta mesma proposta em reabertura de negociação

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Imagem mostra prédio do Banco do Brasil no setor Bancário Sul

Banco do Brasil no setor Bancário Sul. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Banco do Brasil reafirmou que a proposta apresentada anteriormente – e aprovada pelos funcionários da base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região – é a última e que não irá avançar mais nas reivindicações.

A confirmação se deu na reabertura das negociações, ocorrida após a maioria das assembleias realizadas na última sexta-feira (4) aprovarem a retomada das tratativas sobre o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico.

Durante a reunião, o Banco do Brasil reafirmou que chegou ao limite da proposta apresentada anteriormente, inclusive em razão das restrições impostas pela legislação eleitoral, que impedem estatais de realizarem concursos ou oferecerem reajustes acima da recomposição salarial em anos em que ocorre pleito eleitoral.

“Avançamos até o final na mesa de negociação com o Banco do Brasil e conquistamos importantes resultados. Mas a luta não acaba aqui. Precisamos preservar a unidade e manter a mobilização, porque nenhuma conquista é permanente sem organização e luta. Os trabalhadores do Banco do Brasil sabem que só avançamos quando estamos unidos e mobilizados para defender nossos direitos e conquistar novas vitórias”, destaca Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários.

 Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), pontua que a reabertura da negociação é resultado direto da decisão das assembleias.

“Os funcionários aprovaram a retomada das negociações por entenderem que ainda é possível buscar uma proposta melhor. Voltamos à mesa justamente para isso e também para esclarecer alguns pontos da proposta, principalmente sobre o bônus. No entanto, o que o BB afirma é que a proposta não avançará mais, que chegou ao limite.”

PLR

O BB informou que não poderá realizar o processamento da PLR por não ter assinado a garantia do crédito do valor.

Além disso, não é possível dois processamentos de PLR por impedimento jurídico. O banco alegou que já foi autuado por fazer pagamentos em datas diferentes. Por isso, os funcionários que não assinarem o acordo neste momento não poderão receber a PLR.

Após o pagamento da primeira parcela somente, haverá outro pagamento em fevereiro de 2027, sem direito à parcela de setembro, referente à antecipação.

O Sindicato informará assim que a data da assinatura do ACT for confirmada.

Banco esclarece pagamento de R$ 3 mil

O banco aproveitou a retomada da negociação para esclarecer alguns pontos que haviam ficado pendentes. Entre os pontos esclarecidos pelo BB está o reconhecimento financeiro de R$ 3 mil, previsto no âmbito da Campanha de Adimplência 2026.

Segundo o banco, cerca de 71,5 mil funcionários serão público-alvo do bônus, isto é, todos os funcionários lotados em áreas de negócio e apoio. Os funcionários de áreas táticas e estratégicas não estão no público-alvo.

Questionado, o BB reafirmou que não se trata de nova meta e nem meta individual, o atingimento da adimplência já está colocado para as unidades do banco e caso o banco atinja esse índice todo o público-alvo, 71,5 mil funcionários, irá receber o valor de R$ 3 mil reais.

A CEBB pediu também esclarecimentos sobre a proposta de contratação da Cassi para atendimento do SESMT. A proposta prevê priorização de contrato com a Cassi sempre que possível, o que ajuda inclusive o aporte de novos recursos na Caixa de Assistência.

O banco esclareceu ainda que irá cumprir integralmente a cláusula da CCT que prevê participação dos sindicatos no Programa de Gerenciamento de Riscos Psicossociais, da nova Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), com objetivo de reduzir o adoecimento mental na categoria.

Os sindicatos das bases que rejeitaram a proposta devem convocar nova assembleia para que bancários avaliem a resposta do BB quando ao pedido de reabertura de negociação. Questionado sobre a prorrogação da ultratividade, o banco ainda não deu retorno.

Principais avanços da proposta para o ACT

Reconhecimento financeiro

R$ 3 mil destinado aos funcionários que estiverem dentro do público definido pela campanha, conforme as regras que serão estabelecidas pelo Banco do Brasil. O pagamento está condicionado ao cumprimento do indicador previsto na campanha, que, atualmente, já tem 85% de probabilidade de ser alcançado.

Cassi

Adiantamento de R$ 360 milhões da contribuição patronal para o Plano de Associados da Cassi.

Carreira

Compromisso de realizar estudos para revisão dos critérios do Plano de Carreira e Remuneração.

PLR

Compromisso de crédito da PLR em até 72 horas após a assinatura do ACT por todas as bases.

Licença-paternidade

  • Ampliação de 20 para 35 dias.
  • Auxílio para filhos com deficiência
  • Benefício passa de R$ 760,48 para R$ 874,55, aumento de 15%.

Central de relacionamento

Novo salário de referência passa de R$ 4.795,12 para R$ 6.302,77, a partir de janeiro de 2027.

PCDs

  • Financiamento sem juros em até 96 meses para pais de filhos com deficiência.
  • Cinco jornadas para reparos em equipamentos.

Anbima

Abono de até cinco dias para deslocamento e realização das provas.

Violência doméstica

Estabilidade na função comissionada por seis meses no retorno à função da Lei Maria da Penha.

Ações afirmativas

Inclusão no ACT de políticas que priorizam mulheres, pessoas com deficiência e pessoas não brancas nos processos seletivos internos.

Outros avanços

  • Abono da ausência em 31 de dezembro de 2026;
  • Indenização por morte decorrente de assalto de até R$ 550,5 mil;
  • Apresentação de novo modelo para o enfrentamento ao endividamento dos funcionários;
  • Revisão de exames complementares para doenças crônicas;
  • Inclusão de egressos dos bancos incorporados no Programa Bem Viver, condicionada à expansão do atendimento nas CliniCassi;
  • Contratação da Cassi para atendimento do SESMT;
  • Abono de oito dias na formalização de união estável
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