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Chapéu
Campanha dos Bancários 2026

Confira como foram as plenárias e vote agora na assembleia

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Plenárias do Sindicato reuniram trabalhadores de bancos privados, do BB e da Caixa (Foto: Seeb-SP)

Plenárias do Sindicato reuniram trabalhadores de bancos privados, do BB e da Caixa (Foto: Seeb-SP)

O Sindicato promoveu nesta quinta (3), às 18h, antes da abertura da votação da assembleia na qual os bancários da base do Sindicato deliberam sobre as propostas para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e dos acordos específicos do BB e da Caixa, três plenárias virtuais: bancos privados, Caixa e BB.

CLIQUE AQUI e vote agora na assembleia. Votação será encerrada às 19h

Durante as plenárias, os bancários da base do Sindicato, de bancos públicos e privados, tiveram a oportunidade de exercer o seu direito de voz, de indicação de voto e esclarecer dúvidas sobre as propostas, negociações e possíveis encaminhamentos.

“Tivemos treze rodadas de negociação e, desde o primeiro dia, os bancos atacaram a nossa mesa única. Eles sabem que a mesa única é a nossa força. São 416 mil trabalhadores juntos na mesma negociação. Bancários de bancos públicos e privados, um fortalecendo o outro. Em muitos momentos, os bancos quiseram romper essa unidade, propor aumento diferenciado, regionalizar e rebaixar os vales refeição e alimentação, levar a negociação para a Justiça. Nossa campanha foi permeada de muitos ataques. Muitas vezes, as pessoas não conseguem compreender a complexidade da nossa negociação e o patrimônio que é a nossa CCT, que possui 85% de seus direitos acima da CLT”, disse a presidenta do Sindicato e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro, na sua fala de abertura das plenárias.

“Somos um dos poucos setores que têm uma convenção coletiva nacional setorial. Negociamos para 416 mil bancários de todo o país. É uma negociação complexa. Temos uma CCT que abrange todos estes trabalhadores, que os protege, que é o grande guarda-chuva. Temos também os acordos coletivos do BB, da Caixa, do Banco do Nordeste, do Basa, que são aditivos à CCT e que foram incluídos na mesa única lá em 2004. É uma campanha referência no Brasil. Nem sempre o resultado é o que a gente quer ou o ideal para os bancários. Mas é um patrimônio que protege a categoria, tanto no setor privado como no público”, reforçou a presidenta da Contraf-CUT e também coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira.

Bancários debatem proposta da Fenaban

Proposta da Fenaban foi debatida em uma das três plenárias promovidas pelo Sindicato (Foto: Seeb-SP)

Durante a plenária, foram explicados os desafios do processo negocial e a proposta final da Fenaban para a renovação da CCT, que prevê a reposição total da inflação (INPC) mais 0,6% de aumento real nos salários e demais verbas, incluída a PLR (tanto na regra básica quanto na parcela adicional), para 2026 e 2027; manutenção de todos os direitos; e novas conquistas.

A presidenta do Sindicato lembrou que a Fenaban se valeu do fim da ultratividade (garantia da validade de um acordo coletivo de trabalho, além da sua vigência, até a assinatura da sua renovação) para tentar impor um arrocho salarial, fragmentar a categoria e retirar direitos. “Negociamos o tempo todo com a faca do fim da ultratividade no nosso pescoço.”

Também foi enfatizada, nas falas da plenária, a importância do Comando Nacional dos Bancários, durante o processo negocial, ter derrotado os ataques a unidade e aos direitos da categoria e a tentativa dos banqueiros de impor um arrocho salarial, conquistando uma proposta que manteve todos os direitos, avançou para novas conquistas e garantiu aumento real para 2026 e 2027.

“Não podemos só olhar a nossa campanha a partir de números. Temos de olhar o conjunto da nossa conquista, principalmente na nossa CCT, com todas as cláusulas preservadas. Conseguimos avançar em outros pontos como a proteção de quem sair do banco, com uma indenização de até 9 salários para quem foi demitido em virtude de fechamento de agência; conseguimos cláusulas importantes para o combate ao assédio moral e sexual, inclusive quando partem de clientes; avanços na questão da NR-1, na discussão dos riscos psicossociais no trabalho; cláusula sobre monitoramento digital; garantia do direito a desconexão. Avançamos em uma série de questões”, destacou Neiva Ribeiro.

• Veja aqui os detalhes da proposta apresentada pela Fenaban

O Sindicato indica a aprovação da proposta da Fenaban para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho.

Plenária do BB detalha proposta do banco

Plenária debateu a proposta de renovação do ACT dos trabalhadores do BB (Foto: Seeb-SP)

Na plenária específica dos funcionários do Banco do Brasil, a dirigente Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) detalhou cada ponto da proposta do banco e indicou sua aprovação. A dirigente também destacou os riscos de rejeição da proposta, com o fim da ultratividade (que garantia a validade de um acordo até a assinatura do próximo) desde a reforma trabalhista de 2017, e falou sobre o cenário difícil no qual se deu as negociações da Campanha dos Bancários 2026.

“As negociações com o Banco do Brasil foram muito difíceis, e a gente tem de levar em conta o cenário e a conjuntura que estamos vivendo, inclusive no BB, que atravessa no momento uma grande crise por inadimplência do agronegócio. Além disso, a gente tem uma série de questões que acabam não podendo avançar porque estamos em ano eleitoral”, frisou.

Os bancários e bancárias que se inscreveram até às 15h da quinta-feira 3 puderam falar na plenária, como havia sido informado no edital de convocação, publicado no site do Sindicato. Os que se manifestaram levaram para a plenária suas dúvidas, questionamentos e opiniões sobre a proposta. Os dirigentes esclareceram as dúvidas e destacaram os principais pontos da proposta BB.

A diretora executiva do Sindicato, Ana Beatriz Garbelini, destacou a responsabilidade na hora do voto. “Esse é um momento muito sensível. É um momento que a gente tem que parar e pensar para tomar a nossa decisão com relação ao nosso acordo e à nossa CCT. Se a proposta for aprovada, a gente está com o acordo garantido. Se a proposta for rejeitada, o Sindicato sempre vai acatar e defender a decisão da assembleia, que é soberana.”

“Nossa decisão tem que ser tomada com responsabilidade e compromisso. Então, conversem com os colegas e leiam as propostas. E lembrem que é importante levar em consideração a conjuntura e o momento que o banco vem atravessando”, reforçou Fernanda Lopes.

Todos os direitos mantidos - Foi ressaltado que a proposta garante a manutenção de todos os direitos do acordo anterior. “É importante a gente lembrar que é uma renovação do nosso ACT e da nossa Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e que todas as cláusulas anteriores do BB e na CCT estão mantidas com a aprovação das propostas. Então a PLR segue nos mesmos moldes, os cinco abonos continuam, assim como todas as outras cláusulas. E é importante destacar que o BB se comprometeu a pagar a PLR em até 72 horas após o acordo ser assinado”, disse Fernanda.

Bônus de R$ 3 mil - Foi destacado que as negociações com o BB continuaram até os últimos momentos e que, por isso, o movimento sindical conquistou um bônus de R$ 3 mil para todos os funcionários das unidades de negócio e de apoio.

O bônus está diretamente ligado a uma meta de adimplência, que é coletiva – ou seja, não é uma meta individual – e que não é nova, inclusive já está cumprida. Com a meta alcançada, o bônus viria para cerca de 71,5 mil funcionários, que receberiam o montante já em fevereiro.

Cassi - A coordenadora de CEBB lembrou que a proposta prevê a antecipação de R$ 360 milhões de contribuição patronal para a Cassi. “Esse valor garante a manutenção da Cassi até novembro de 2027.

Filhos PCDs, ausência abonada e mais - Também foi destacado o aumento de 15% no auxílio de funcionários com filhos com deficiência, além do reajuste da proposta Fenaban. A ausência abonada em 31 de dezembro, que já se confirma em 31 de dezembro de 2026, caso a proposta seja aprovada. O PAS, um empréstimo sem juros em até 96 meses, no valor de até R$ 100 mil para funcionários que são pais de filhos PCDs, um importante avanço nas cláusulas sociais.

O banco também assumiu o compromisso de elaborar um programa para funcionários endividados e apresentá-lo em até 60 dias pelo banco

A proposta também prevê uma mesa específica para a revisão do modelo Diope

• Licença-paternidade: de 20 para 35 dias.
• Central de Relacionamento/SAC: revisão de funções e salário de referência de R$ 4.795,12 para R$ 6.302,77 a partir de janeiro de 2027.
• PCR: estudos para revisão dos critérios até o 1º semestre de 2027.
• Saúde: revisão de exames para doenças crônicas e ampliação do Programa Bem Viver.
• NR-1: adoção do modelo do SESMT.
• Assalto: indenização por morte sobe de R$ 316,6 mil para R$ 550,5 mil.
• União estável: 8 dias de afastamento.
• Certificações Anbima: ressarcimento dos custos e até 5 dias de abono.
• Funcionários com deficiência: de 2 para 5 jornadas anuais para reparos em equipamentos.
• Ações afirmativas: prioridade para mulheres, PCDs e pessoas não brancas em seleções internas.
• Mulheres vítimas de violência: estabilidade na função comissionada por 6 meses após retorno.
• Lactação induzida: redução de jornada, também para casais homoafetivos com duas mães funcionárias.
• Desenvolvimento profissional: compromisso com requalificação e capacitação.
• Revisão de funções: novas atribuições e responsabilidades em determinadas áreas.

O Sindicato indica a aprovação da proposta do Banco do Brasil para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho dos trabalhadores do banco público.

Empregados da Caixa debatem renovação do ACT

Empregados da Caixa debateram a proposta de renovação do seu ACT (Foto: Seeb-SP)

Os empregados da Caixa participaram da plenária virtual realizada para esclarecer dúvidas, promover o debate e garantir espaço de fala aos trabalhadores sobre a proposta apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Luiza Hansen, esclareceu questões levantadas pelos participantes sobre a relação entre o ACT específico da Caixa, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e o Saúde Caixa. Segundo ela, não é possível rejeitar o ACT da Caixa e, ao mesmo tempo, aprovar a CCT. O acordo específico funciona como complemento à convenção que vale para toda a categoria bancária.

Um dos pontos que geraram dúvidas foi o Saúde Caixa. Luiza explicou que o plano volta a integrar o ACT, como ocorria desde sua criação, em 2004, até 2020. Naquele ano, diante das ameaças de mudanças provocadas pela CGPAR 23, o Saúde Caixa passou a ser votado separadamente como estratégia para preservar direitos dos empregados. Com a derrubada da resolução, o plano retorna ao ACT e será votado junto com o acordo.

A dirigente também destacou que qualquer mudança estrutural no plano deverá ser negociada com a representação dos empregados. Ela esclareceu que a Caixa informou durante as negociações que realiza estudos sobre uma possível alteração do modelo do plano, mas ressaltou que nenhuma mudança relacionada ao CNPJ ou ao modelo de custeio está incluída na proposta que será votada pelos empregados.

Participação e unidade - A presidente da Apcef/SP, Vivian Sá, destacou a participação expressiva na plenária, realizada durante a noite de um dia útil. Ela parabenizou os empregados que acompanharam os debates e ressaltou a importância de ampliar o acesso às informações e esclarecer as dúvidas antes da votação.

Vivian convocou os participantes a envolver os demais colegas das agências e das áreas da Caixa no processo de votação. Para ela, independentemente do resultado, uma participação expressiva dos empregados é fundamental para demonstrar mobilização, unidade e força da categoria.

Ao encerrar a plenária, Luiza Hansen ressaltou que a negociação foi longa, com dez rodadas, e se tornou especialmente difícil na última semana. Ela voltou a destacar que a mobilização do dia 20 foi importante para pressionar a Caixa e afirmou que agora cabe aos empregados participar democraticamente da assembleia e votar de forma consciente.

Luiza reforçou ainda que a proposta apresentada pelo banco não é considerada ideal pela representação dos empregados. A assembleia, entretanto, é soberana e caberá aos trabalhadores decidir, por meio do voto, os próximos passos da campanha.

“Vamos mostrar força, vamos mostrar união. E você, trabalhador, trabalhadora da Caixa, tenham certeza de que esse sindicato está e sempre estará do seu lado. A assembleia é soberana e esse sindicato tem absoluto respeito por você, trabalhador e trabalhadora da Caixa”, concluiu a coordenadora da CEE/Caixa.

Confira os principais pontos da proposta da Caixa

Promoção por mérito

  • Retirada do Alcance.Caixa dos critérios utilizados para obtenção dos deltas.
  • Os deltas referentes aos anos-base de 2026 e 2027 serão pagos, respectivamente, em janeiro de 2027 e janeiro de 2028.
  • A medida permite que a progressão produza efeitos durante todo o ano.
  • Fica garantida a possibilidade de obtenção de até dois deltas sem utilização do Alcance.Caixa como critério.
  • Cada delta representa, em média, 2,31% de aumento na remuneração-base.

Carreira e remuneração

Será criado um Grupo de Trabalho (GT), com participação das entidades representativas, para discutir:

  • PFG;
  • PCS;
  • Processos Seletivos Internos;
  • Remuneração variável.

A representação dos empregados reivindica o início dos trabalhos logo após a campanha e um calendário intensificado ainda em 2026.

Figital e Genesys

A proposta prevê, até 31 de dezembro, a suspensão da penalização no Alcance.Caixa relacionada ao tempo de atendimento/transbordo e amplia de cinco para dez minutos o prazo considerado.

Também será criada uma agenda específica para discutir o modelo de trabalho, incluindo a sobrecarga e o fim do atendimento simultâneo presencial e digital.

Abono pecuniário de férias

O empregado poderá converter dez dias de férias em dinheiro independentemente do período de fruição das férias.

Direito à desconexão

A proposta estabelece proteção ao período fora da jornada de trabalho. Isso inclui a proibição do uso de WhatsApp e outras ferramentas de mensagens fora do expediente, inclusive em horários noturnos, além de outras ferramentas de trabalho.

Pessoas com deficiência

Há avanços no enquadramento como PCD, incluindo pessoas com TEA. Também estão previstas adequações na modalidade de trabalho e possibilidade de redução de até 25% da jornada para realização de tratamento durante o horário de trabalho.

Diversidade e equidade

A proposta estabelece compromissos para:

  • promover equidade nos processos seletivos;
  • realizar periodicamente o Censo da Diversidade;
  • fortalecer coletivos;
  • ampliar a equidade de gênero;
  • realizar campanhas antidiscriminatórias;
  • avançar em acessibilidade física, tecnológica e comunicacional.

Programa Saúde Integral

O programa será ampliado para contemplar ações relacionadas à saúde cardiovascular, tabagismo, uso de substâncias e jogos, além de atendimento especializado e contínuo a partir dos resultados do PCMSO.

Os custos serão integralmente cobertos pela Caixa, sem impacto para o Saúde Caixa.

Ausências permitidas

A proposta amplia as possibilidades de acompanhamento médico de filhos e enteados, retirando o limite de idade de 18 anos e permitindo também a utilização pelo próprio empregado.

Há ainda maior flexibilidade para ausências relacionadas à paternidade e ao casamento, além da possibilidade de até três dias por ano para exames preventivos de câncer e HPV.

Licença-saúde

A Caixa propõe impedir que a devolução do adiantamento salarial comece enquanto houver recurso contra o indeferimento do benefício pelo INSS.

Em caso de decisão definitiva desfavorável, poderá haver parcelamento ou compensação dos valores. A proposta também prevê a possibilidade de tornar o adiantamento salarial facultativo.

Rede credenciada do Saúde Caixa

O acordo de reciprocidade com a Cassi poderá ampliar a rede credenciada do Saúde Caixa e contribuir para reduzir os chamados vazios assistenciais.

Saúde Caixa: principal ponto de preocupação

As mudanças no plano de saúde estão entre os pontos mais sensíveis da proposta. Segundo a Caixa, as alterações de custeio cobradas dos usuários acrescentariam aproximadamente R$ 190 milhões, valor que não seria suficiente para cobrir o déficit projetado para 2026.

Para enfrentar o déficit, a Caixa prevê um aporte de aproximadamente R$ 540 milhões, mediante antecipação de valores que seriam pagos ao plano a título de 13º. Além disso, em 2027, serão iniciados procedimentos para elevar o teto de participação da Caixa de 6,5% para 8% da folha.

Como ficará o custeio

Atualmente, o titular da ativa paga 3,5% da remuneração-base. Pela proposta, a contribuição passará a ser progressiva conforme a idade:

  • empregados mais jovens: 2,7%;
  • percentual aumenta progressivamente até 4,5%, de acordo com a faixa etária.

Para os dependentes, haverá cobrança conforme a idade, entre R$ 480 e R$ 660.

O teto familiar sobe de 7% para 9% da remuneração-base. Para aposentados e pensionistas, o titular pagará 4,5%, enquanto os dependentes terão cobrança de R$ 660 e o teto familiar também será de 9%.

Em qualquer situação, haverá um piso de R$ 50 por usuário, mesmo quando o grupo familiar atingir o teto de 9%.

Coparticipação

A proposta prevê isenção de coparticipação para telemedicina, como forma de estimular uma modalidade considerada menos custosa para o plano.

Também permanecem isentos de coparticipação:

  • internações;
  • tratamentos oncológicos.

Por outro lado, a consulta em pronto-socorro passará de R$ 75 para R$ 150. O limite anual por grupo familiar aumenta de R$ 3.600 para R$ 4.800.

Recadastramento e adesão

A proposta prevê recadastramento anual dos titulares e de seus grupos familiares.

Também será aberto prazo de 90 dias para adesão de titulares que atualmente estão fora do Saúde Caixa. Depois desse período, quem cancelar a adesão não poderá retornar ao plano.

Por que a Caixa afirma que são necessárias mudanças no plano?

Os dados apresentados mostram forte crescimento das despesas do Saúde Caixa. Em 2025, as despesas chegaram a R$ 4,39 bilhões, alta superior a 22% em um ano, enquanto as receitas somaram R$ 3,76 bilhões, crescimento de aproximadamente 5%.

O resultado foi um déficit operacional de R$ 627,8 milhões.

Outro dado destacado é o aumento do custo assistencial anual por usuário, que passou de aproximadamente R$ 9,85 mil em 2022 para R$ 15,82 mil em 2025, crescimento de 60,6%. Entre 2024 e 2025, a alta foi de aproximadamente 23,5%.

Reajustes e direitos da mesa com a Fenaban

Além das cláusulas específicas da Caixa, os empregados também são abrangidos por conquistas negociadas na mesa única com a Fenaban:

  • Salários e demais verbas econômicas: INPC integral + 0,6% de aumento real em 2026 e 2027.
  • VA, VR e auxílio-creche/babá: INPC + 0,6%.
  • PLR: INPC + 0,6%, tanto na regra básica quanto na parcela adicional.
  • Direitos da CCT: preservados.
  • Saúde mental e NR-1: participação dos sindicatos no Programa de Gerenciamento de Riscos Psicossociais.
  • Combate ao assédio: canal de denúncias passa a abranger também situações praticadas por clientes contra trabalhadores.
  • Monitoramento digital: previsão de maior transparência e limites para ferramentas de vigilância e controle, além de gestão humana da tecnologia.
  • Paralisação de 20 de agosto: abono nas bases que aprovarem a proposta.
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