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Chapéu
Campanha dos Bancários 2026

Saiba o que está em jogo e participe da assembleia desta quinta (3)

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(Imagem: Seeb-SP)

Na noite desta quinta-feira, 3 de setembro, tem início a assembleia de deliberação sobre as propostas de renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e dos acordos específicos do Banco do Brasil e da Caixa. É o momento de cada bancário e bancária avaliar as propostas de forma democrática, transparente e responsável, decidindo os rumos da Campanha Nacional Unificada 2026.

“Hoje é um dia muito importante. É fundamental a participação da categoria nas plenárias e na assembleia. Foi um processo negocial difícil, com diversos ataques aos nossos direitos por parte dos banqueiros. Precisamos, além de definir os rumos da Campanha Nacional, mostrar a força da nossa unidade e organização. Isso será essencial para, além do resultado da assembleia, enfrentarmos os desafios presentes e futuros”, diz a presidenta do Sindicato e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro.

“Sobre o acordo específico da Caixa, é necessária a construção de soluções efetivas para os desafios enfrentados pelos trabalhadores do banco público, sobretudo os relacionados ao Saúde Caixa. Independente do resultado da assembleia, o Sindicato estará, como sempre esteve, na luta pela construção destas soluções”, acrescenta.

Ataques dos banqueiros

As propostas que serão deliberadas pela categoria são resultado de um processo negocial longo, difícil, no qual o Comando Nacional dos Bancários – que representa os bancários nas tratativas com os banqueiros – enfrentou diversos ataques da Fenaban.

Já nas primeiras rodadas de negociação, os banqueiros sugeriram o fim da mesa única, uma tentativa de separar trabalhadores de bancos privados e públicos, dividindo a força da categoria. Propuseram também dividir a categoria por meio de reajustes diferenciados por faixa salarial. A todo o momento, a Fenaban ameaçava ainda judicializar a renovação dos acordos, prática que trouxe diversos prejuízos, por exemplo, para os trabalhadores dos Correios.

Estes ataques – além das diversas propostas com arrocho salarial, que também congelavam a PLR, rebaixavam o VA e VR, e retiravam direitos – foram rechaçados e derrotados nas mesas de negociação pelo Comando Nacional dos Bancários. Entretanto, elas não são letra morta. A depender dos rumos da Campanha Nacional, os ataques à unidade da categoria, ao próprio processo negocial e a todos os direitos previstos na CCT podem voltar ao centro dos debates.

Fim da ultratividade

O processo negocial deste ano, ao contrário das campanhas realizadas entre 2003 e 2016, teve como um dos principais desafios o fim da ultratividade (garantia da validade de um acordo coletivo de trabalho, além da sua vigência, até a assinatura da sua renovação), aprovado na Reforma Trabalhista, durante o governo de Michel Temer, com amplo apoio de parlamentares da direita.

Ou seja, com o fim da ultratividade, todos os direitos dos bancários não assegurados em lei não estão automaticamente garantidos desde 1 de setembro, data-base da categoria.

Ao recusarem um pré-acordo de garantia da ultratividade, os banqueiros adotaram a estratégia de levar a apresentação de uma proposta passível de ser deliberada em assembleia para uma data cada vez mais próxima da data-base da categoria.

“Por um lado, os banqueiros se valeram do fim da ultratividade para endurecer as negociações, atacar a mesa única e a nossa unidade, além de propor retirada de direitos, arrocho salarial, ameaçar levar para a Justiça a renovação dos acordos e postergar a apresentação de uma proposta com valorização real. Por outro lado, o Comando Nacional dos Bancários enfrentou estes ataques e não se curvou as ameaças, esgotando o processo negocial com firmeza, responsabilidade e transparência”, destaca Neiva Ribeiro.

O que está em jogo

A presidenta do Sindicato alerta que os bancários e bancárias devem deliberar sobre as propostas levando em consideração não apenas o reajuste salarial, mas sim tudo o que está em jogo nesta Campanha Nacional Unificada.

“Temos uma CCT com 85% dos direitos acima da CLT. Somos das únicas categorias com uma CCT unificada e nacional, reunindo bancários de bancos públicos e privados de todo o país. Isso tudo está em jogo e deve ser avaliado por cada bancário e bancária. A decisão da assembleia é soberana. Os bancários sabem que podem contar com o Sindicato independente do resultado”, enfatiza a presidenta do Sindicato.

Caso aprovados os acordos, a CCT e os ACTs específicos serão assinados, com todos os direitos mantidos, novas conquistas, aumento real para 2026 e 2027, e os bancários receberão a PLR em breve. Caso contrário, devido ao fim da ultratividade, a categoria estra em um cenário incerto, no qual os banqueiros não terão a obrigação de pagar nada além da CLT, com a possibilidade ainda da judicialização dos acordos.

Proposta Fenaban

Após meses de duras negociações, o Comando Nacional dos Bancários conquistou, na 13ª mesa da Campanha Nacional Unificada dos Bancários, uma proposta com reposição total da inflação (INPC) mais aumento real de 0,60%, em 2026 e também 2027, para salários e todas as demais verbas, incluída a PLR (tanto na regra básica, quanto na parcela adicional) e os vales refeição e alimentação, derrotando a tentativa dos banqueiros de impor arrocho salarial (perdas reais para salários e todas as verbas). O Sindicato indica a aprovação da proposta apresentada pela Fenaban.

Para além das cláusulas econômicas, caso aprovada pela categoria, a proposta garante a manutenção de todos os direitos da Convenção Coletiva de Trabalho e prevê avanços como a participação efetiva dos trabalhadores e seus sindicatos no programa de gerenciamento de riscos (PGR); gestão ética da tecnologia; direito à desconexão; requalificação e realocação profissional; e o encarecimento das demissões para os bancos, com indenização adicional aos bancários.

Confira o resumo da proposta da Fenaban:

Cláusulas econômicas

2026 e 2027: INPC + 0,6% de aumento real

Esse aumento será aplicado nos dois anos de vigência da CCT nos salários e em todas as remunerações, como PLR, vales alimentação e refeição, pisos, auxílios, etc.

Saúde e cláusulas sociais

Saúde mental: participação dos sindicatos no Programa de Gerenciamento de Riscos Psicossociais, da nova Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), com objetivo de reduzir o adoecimento mental na categoria.

Combate ao assédio: o banco disponibilizará o canal de combate ao assédio moral e sexual (conquistado na Campanha Nacional de 2024) para receber também denúncias sobre atos praticados por clientes contra os funcionários.

Monitoramento digital: transparência e limites à vigilância a partir de ferramentas de monitoramento digital no trabalho, direito à feedback, com o objetivo de estabelecer gestão ética e humanizada da tecnologia, para proteção aos bancários.

Direito à desconexão: para que bancários e bancárias tenham seu tempo fora da jornada de trabalho respeitado, por exemplo, não sendo obrigados a atender ou responder mensagens fora da jornada de trabalho, seja para clientes, seja para gestores.

Programa de indenização, qualificação e recolocação

Em caso de demissão de bancários em virtude do fechamento de uma agência, ficaram acordadas duas medidas:

- Um programa de requalificação e recolocação profissional, com a contratação de uma consultoria internacional (Gi Group), que irá elaborar planos para cada trabalhador, com diagnósticos, entrevistas e planos de realocação individual. Os trabalhadores terão ainda acesso a uma plataforma de cursos e serão cadastrados em um banco de talentos, de forma a conectá-los com empresas que necessitem de suas competências.

Indenização adicional, além do já previsto na CCT, conforme tabela abaixo:

Proteção da unidade nacional: Além de avanços nas cláusulas econômicas e sociais, a categoria protegeu todos os direitos até aqui conquistados na CCT, que tem 85% de suas cláusulas com direitos superiores ou sequer previstos em lei.

Paralisação do dia 20 de agosto: caso aprovada a proposta, a Fenaban garantiu que o dia de paralisação será abonado.

Proposta Banco do Brasil

A proposta final do Banco do Brasil para a renovação do ACT dos seus trabalhadores foi apresentada na décima rodada de negociação, realizada em 1 de setembro. O Sindicato indica a aprovação da proposta apresentada pelo Banco do Brasil.

Entre as medidas apresentadas está o adiantamento de R$ 360 milhões da contribuição patronal do Banco do Brasil para o Plano de Associados da Cassi. O recurso permitirá a manutenção das reservas mínimas do plano até novembro de 2026. Segundo o banco, a medida busca criar condições para que, junto às entidades representativas, seja construída uma proposta conjunta para o custeio da Cassi.

O BB também assumiu o compromisso de realizar estudos para revisão dos critérios do Plano de Carreira e Remuneração, com encaminhamento às instâncias de governança competentes até o final do primeiro semestre de 2027.

Avanço conquistado na última hora

O Comando Nacional dos Bancários manteve a negociação com o Banco do Brasil até o último momento e garantiu, na manhã desta quinta-feira (3), mais uma conquista para as funcionárias e os funcionários: um reconhecimento financeiro de R$ 3 mil no âmbito da Campanha de Adimplência 2026.

A medida beneficiará aproximadamente 71,5 mil funcionários das Unidades de Negócios e Unidades de Apoio. O pagamento está previsto para ocorrer após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2026, com previsão para fevereiro de 2027.

O valor de R$ 3 mil será destinado aos funcionários que estiverem dentro do público definido pela campanha, conforme as regras que serão estabelecidas pelo Banco do Brasil. O pagamento está condicionado ao cumprimento do indicador previsto na campanha, que, atualmente, já tem 85% de probabilidade de ser alcançado. O regulamento deverá ser divulgado pelo banco na próxima semana.

É importante destacar que não se trata da criação de uma nova meta individual para as funcionárias e os funcionários. A condição para o pagamento está relacionada a uma meta geral já estabelecida pelo banco para esse conjunto de trabalhadores. Assim, se o indicador for alcançado e as demais regras da campanha forem cumpridas, todos os trabalhadores elegíveis receberão os R$ 3 mil, e não apenas aqueles que atingirem algum resultado individual.

“É importante deixar muito claro que não é uma nova meta individual para os funcionários. É uma meta geral, que já está colocada para esse conjunto de trabalhadores. Se ela for alcançada e forem cumpridas as regras da campanha, todo o público definido, de aproximadamente 71,5 mil funcionários, receberá os R$ 3 mil. Esse foi um avanço que conseguimos na negociação e representa um reconhecimento pelo trabalho de todos”, afirma Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB).

Outros pontos da proposta do BB

  • Abono de ausência no dia 31 de dezembro de 2026;
  • Ampliação da licença-paternidade de 20 para 35 dias, para pais de filhos nascidos a partir de 30 dias após a assinatura do ACT;
  • Elevação do auxílio para filhos com deficiência, de R$ 760,48 para R$ 874,55, aumento de 15%, ainda sem considerar o índice de reajuste da Campanha Nacional 2026;
  • Reavaliação da função dos atendentes da Central de Relacionamento, com novos papéis e responsabilidades e elevação do salário de referência de R$ 4.795,12 para R$ 6.302,77, a partir de janeiro de 2027, também sem considerar o reajuste da Campanha Nacional. Atualmente, são 558 funcionárias e funcionários na função, com previsão de abertura de mais 30 vagas;
  • Criação de mesa específica para tratar dos modelos de acompanhamento da rede Diope;
  • Revisão dos exames complementares, a partir de 2027, para identificação e monitoramento de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e dislipidemia;
  • Inclusão dos funcionários egressos dos bancos incorporados no Programa Bem Viver, condicionada à expansão do atendimento nas CliniCassi;
  • Adoção do modelo do SESMT para atendimento à NR-1;
  • Elevação da indenização por morte em decorrência de assalto, de R$ 316,6 mil para R$ 550,5 mil;
  • Apresentação de alternativas para o enfrentamento do endividamento dos funcionários, no prazo de até 60 dias;
  • Continuidade das avaliações, encaminhamentos e diálogos sobre saúde e previdência dos egressos dos bancos incorporados, com acompanhamento da entidade sindical e compromisso de inclusão da medida no ACT;
  • Ampliação do afastamento para acompanhamento em casos de união estável;
  • Ressarcimento dos custos para funcionários aprovados nas certificações da Anbima;
  • Abono de até cinco dias para realização das certificações da Anbima;
  • Compromisso com o desenvolvimento e a requalificação profissional das funcionárias e dos funcionários;
  • Ampliação do Programa de Apoio à Mobilidade de Dependentes PCDs (PAS) para pais e mães de dependentes PCDs, com antecipação salarial para aquisição de veículos de até R$ 100 mil, prazo de pagamento de até 96 meses, sem juros e limite correspondente a 12 salários. A medida amplia o número de potenciais beneficiários de 3.404 para 7.271;
  • Ampliação de duas para cinco jornadas de trabalho por ano destinadas a funcionários PCDs para realização de reparos em seus equipamentos;
  • Inclusão no ACT de políticas de ações afirmativas, priorizando mulheres, pessoas com deficiência e pessoas não brancas nos processos seletivos internos;
  • Estabilidade na função comissionada por seis meses após o retorno ao trabalho para funcionárias vítimas de violência doméstica;
  • Redução de jornada para mulheres em lactação induzida, com extensão do direito a casais homoafetivos em que as duas mães sejam funcionárias do Banco do Brasil.

Proposta Caixa

Depois de 10 rodadas de negociação com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, iniciadas no dia 8 de julho, a Caixa Econômica apresentou a proposta final para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) das empregadas e empregados do banco público.

O Sindicato - diante da proposta apresentada para o Saúde Caixa, que trouxe insatisfação aos empregados - avalia que é necessário expor para os trabalhadores os riscos de cada um dos cenários possíveis a partir do encerramento da assembleia, de forma que possam decidir de forma consciente os rumos da mobilização.   

No caso de aprovação, o ACT específico será assinado, assim como a CCT, aplicando para os empregados dos bancos públicos todos os pontos previstos nos acordos. Em caso de rejeição, nenhum dos direitos dos empregados está assegurado.

O Sindicato compreende os problemas e desafios relacionados ao Saúde Caixa e, caso rejeitada a proposta, seguiremos em busca de soluções para o plano de saúde.

Confira o resumo da proposta da Caixa

Promoção por mérito

  • Retirada do Alcance.Caixa dos critérios utilizados para obtenção dos deltas.
  • Os deltas referentes aos anos-base de 2026 e 2027 serão pagos, respectivamente, em janeiro de 2027 e janeiro de 2028.
  • A medida permite que a progressão produza efeitos durante todo o ano.
  • Fica garantida a possibilidade de obtenção de até dois deltas sem utilização do Alcance.Caixa como critério.
  • Cada delta representa, em média, 2,31% de aumento na remuneração-base.

Carreira e remuneração

Será criado um Grupo de Trabalho (GT), com participação das entidades representativas, para discutir:

  • PFG;
  • PCS;
  • Processos Seletivos Internos;

Remuneração variável

A representação dos empregados reivindica o início dos trabalhos logo após a campanha e um calendário intensificado ainda em 2026.

Figital e Genesys

A proposta prevê, até 31 de dezembro, a suspensão da penalização no Alcance.Caixa relacionada ao tempo de atendimento/transbordo e amplia de cinco para dez minutos o prazo considerado.

Também será criada uma agenda específica para discutir o modelo de trabalho, incluindo a sobrecarga e o fim do atendimento simultâneo presencial e digital.

Abono pecuniário de férias

O empregado poderá converter dez dias de férias em dinheiro independentemente do período de fruição das férias.

Direito à desconexão

A proposta estabelece proteção ao período fora da jornada de trabalho. Isso inclui a proibição do uso de WhatsApp e outras ferramentas de mensagens fora do expediente, inclusive em horários noturnos, além de outras ferramentas de trabalho.

Pessoas com deficiência

Há avanços no enquadramento como PCD, incluindo pessoas com TEA. Também estão previstas adequações na modalidade de trabalho e possibilidade de redução de até 25% da jornada para realização de tratamento durante o horário de trabalho.

Diversidade e equidade

A proposta estabelece compromissos para:

  • Promover equidade nos processos seletivos;
  • Realizar periodicamente o Censo da Diversidade;
  • Fortalecer coletivos;
  • Ampliar a equidade de gênero;
  • Realizar campanhas antidiscriminatórias;
  • Avançar em acessibilidade física, tecnológica e comunicacional.

Programa Saúde Integral

O programa será ampliado para contemplar ações relacionadas à saúde cardiovascular, tabagismo, uso de substâncias e jogos, além de atendimento especializado e contínuo a partir dos resultados do PCMSO.

Os custos serão integralmente cobertos pela Caixa, sem impacto para o Saúde Caixa.

Ausências permitidas

A proposta amplia as possibilidades de acompanhamento médico de filhos e enteados, retirando o limite de idade de 18 anos e permitindo também a utilização pelo próprio empregado.

Há ainda maior flexibilidade para ausências relacionadas à paternidade e ao casamento, além da possibilidade de até três dias por ano para exames preventivos de câncer e HPV.

Licença-saúde

A Caixa propõe impedir que a devolução do adiantamento salarial comece enquanto houver recurso contra o indeferimento do benefício pelo INSS.

Em caso de decisão definitiva desfavorável, poderá haver parcelamento ou compensação dos valores. A proposta também prevê a possibilidade de tornar o adiantamento salarial facultativo.

Rede credenciada do Saúde Caixa

O acordo de reciprocidade com a Cassi poderá ampliar a rede credenciada do Saúde Caixa e contribuir para reduzir os chamados vazios assistenciais.

Saúde Caixa: principal ponto de preocupação

As mudanças no plano de saúde estão entre os pontos mais sensíveis da proposta. Segundo a Caixa, as alterações de custeio cobradas dos usuários acrescentariam aproximadamente R$ 190 milhões, valor que não seria suficiente para cobrir o déficit projetado para 2026.

Para enfrentar o déficit, a Caixa prevê um aporte de aproximadamente R$ 540 milhões, mediante antecipação de valores que seriam pagos ao plano a título de 13º. Além disso, em 2027, serão iniciados procedimentos para elevar o teto de participação da Caixa de 6,5% para 8% da folha.

Como ficará o custeio - Atualmente, o titular da ativa paga 3,5% da remuneração-base. Pela proposta, a contribuição passará a ser progressiva conforme a idade:

•            empregados mais jovens: 2,7%;

•            percentual aumenta progressivamente até 4,5%, de acordo com a faixa etária. Para os dependentes, haverá cobrança conforme a idade, entre R$ 480 e R$ 660. O teto familiar sobe de 7% para 9% da remuneração-base. Para aposentados e pensionistas, o titular pagará 4,5%, enquanto os dependentes terão cobrança de R$ 660 e o teto familiar também será de 9%.

Em qualquer situação, haverá um piso de R$ 50 por usuário, mesmo quando o grupo familiar atingir o teto de 9%.

Coparticipação - A proposta prevê isenção de coparticipação para telemedicina, como forma de estimular uma modalidade considerada menos custosa para o plano.

Também permanecem isentos de coparticipação:

  • Internações;
  • Tratamentos oncológicos.

Por outro lado, a consulta em pronto-socorro passará de R$ 75 para R$ 150. O limite anual por grupo familiar aumenta de R$ 3.600 para R$ 4.800.

Recadastramento e adesão - A proposta prevê recadastramento anual dos titulares e de seus grupos familiares.Também será aberto prazo de 90 dias para adesão de titulares que atualmente estão fora do Saúde Caixa. Depois desse período, quem cancelar a adesão não poderá retornar ao plano.

Por que a Caixa afirma que são necessárias mudanças no plano?

Os dados apresentados mostram forte crescimento das despesas do Saúde Caixa. Em 2025, as despesas chegaram a R$ 4,39 bilhões, alta superior a 22% em um ano, enquanto as receitas somaram R$ 3,76 bilhões, crescimento de aproximadamente 5%.

O resultado foi um déficit operacional de R$ 627,8 milhões. Outro dado destacado é o aumento do custo assistencial anual por usuário, que passou de aproximadamente R$ 9,85 mil em 2022 para R$ 15,82 mil em 2025, crescimento de 60,6%. Entre 2024 e 2025, a alta foi de aproximadamente 23,5%.

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