A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal chegou ao 14º dia nesta quarta-feira 23 com forte adesão em grande parte das unidades da capital paulista e de Osasco.
Nas sete regionais do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, dirigentes acompanharam a mobilização, realizaram reuniões dos comandos de greve e dialogaram com os trabalhadores sobre os rumos do movimento.
Apesar do retorno ao trabalho registrado em algumas unidades, a paralisação permanece sólida em boa parte da base. Confira o balanço de cada regional.
Centro
Na Regional Centro, permanecem paralisados os prédios da São Joaquim e da Sé, além de agências da região. Para a coordenadora da Regional Centro, Katia Miranda, a manutenção da unidade é fundamental para fortalecer a luta.
“A greve dos bancários da Caixa continua forte. Essa mobilização é fundamental para fortalecermos a nossa luta e avançarmos nas nossas reivindicações. A greve foi uma decisão aprovada em assembleia. É fundamental respeitarmos a decisão da maioria e mantermos a unidade da categoria. A força da greve depende da participação de todos”, afirma Katia.
Osasco
Em Osasco, sete agências permaneceram totalmente fechadas e outras 45 funcionaram apenas parcialmente. Somente dois locais estavam abertos: uma agência e um PAB. O Cepip, importante concentração da Caixa na região, também manteve forte adesão, principalmente entre os trabalhadores de tecnologia.
“Em Osasco, a mobilização continua forte. Tivemos um aumento na quantidade de funcionários que retornaram, mas a mobilização segue forte entre gerentes gerais, gerentes administrativos e os trabalhadores em geral. No Cepip também temos uma adesão forte do pessoal de tecnologia. A greve continua firme e forte”, destaca o coordenador da Regional Osasco, Welington Corrêa.
Leste
Na Zona Leste, segundo o Sindicato, todas as agências acompanhadas pela regional permaneceram fechadas. Na terça-feira, uma plenária do comando regional de greve reuniu 162 empregados durante cerca de duas horas e meia para esclarecer dúvidas e discutir os próximos passos da mobilização.
“A greve continua bem forte. Todas as agências da Regional Leste estão fechadas. Fizemos uma plenária do comando de greve com 162 bancários, que tiraram dúvidas e fizeram questionamentos sobre a campanha. Os trabalhadores querem saber quais são os próximos passos e estão bem conscientes da mobilização”, relata Aleksandro do Nascimento, coordenador da Regional Leste.
Oeste
A Regional Oeste contabilizou 38 agências fechadas no 14º dia. Reuniões diárias do comando de greve têm sido utilizadas para acompanhar a adesão, ouvir os empregados e esclarecer dúvidas sobre a negociação.
“Temos realizado diariamente reuniões com a base através do comando de greve para mensurar a adesão, ouvir os trabalhadores e identificar possibilidades de melhoria na nossa mobilização. Ainda que em alguns pontos já identifiquemos um arrefecimento da greve, aos que permanecem paralisados continuamos dando todo o suporte e as informações para construirmos juntos a melhor forma de solucionar a situação”, afirma Irene Juarez, coordenadora da Regional Oeste.
Irene também alerta para a circulação de desinformação em grupos de WhatsApp, que, segundo ela, tem provocado interpretações equivocadas sobre o processo de negociação e buscado enfraquecer a mobilização.
Paulista
Das 29 agências acompanhadas pela Regional Paulista, quatro tiveram retorno ao trabalho de grande parte dos empregados, embora alguns trabalhadores dessas unidades tenham permanecido em greve. Nas demais, a paralisação segue forte.
A situação é diferente nas duas grandes concentrações da região. No Edifício Sede, que reúne aproximadamente 700 empregados, muitos estão trabalhando em home office. No edifício da rua Gentil de Moura, com cerca de 80 trabalhadores, também houve retorno presencial ou em teletrabalho.
“Na grande maioria das agências a greve continua forte. Temos alguns retornos, principalmente nas concentrações, mas a categoria decidiu em assembleia pela continuidade da greve. Seguimos organizando os trabalhadores e realizando o comando de greve para acompanhar a mobilização”, afirma Erica Godoy, coordenadora da Regional Paulista.
Norte
Na Regional Norte, a avaliação é de que a mobilização iniciada há duas semanas permanece forte, com acompanhamento e apoio do Sindicato aos trabalhadores.
“A greve iniciou forte e continua fortalecida, com todos mobilizados e o Sindicato dando todo o apoio aos trabalhadores. É importante também lembrar que a fonte de informação sobre tudo o que está acontecendo é o site do Sindicato”, afirma Gilberto Campos, coordenador interino da Regional Norte.
Sul
Na Zona Sul, apenas uma agência havia retomado o atendimento, segundo o relato da regional. As demais unidades permaneciam com boa adesão à paralisação. Trabalhadores de uma das principais concentrações administrativas da região também continuavam sem comparecer presencialmente ao trabalho.
“O movimento segue firme aqui na Zona Sul. A gente tem apenas uma agência aberta e uma boa adesão dos bancários e bancárias da Caixa. Os funcionários de uma das nossas principais concentrações também seguem sem comparecer presencialmente à unidade”, relata Matheus Pinho, coordenador da regional Sul.
Mobilização continua
Os comandos de Greve, coordenados pelos coordenadores das regionais, se reúnem todos os dias, às 17h30, para avaliar o movimento em cada região, discutir problemas trazidos pelas comissões de esclarecimentos e organizar as ações do dia seguinte. Assim como levantar dúvidas e sugestões para fortalecer o comando nacional na negociação geral.
Mais de 300 empregados se reuniram nos sete comandos de greve somente nesta terça-feira 23. Com ampla participação dos empregados da Caixa, as reuniões se consolidaram como um espaço de organização do movimento e de reflexão e aprofundamento sobre os outros temas da conjuntura que influenciem no desfecho da campanha.
Participe da greve e fortaleça o movimento!
Cada militante deve participar das reuniões na regional mais próxima do seu local de trabalho ou da sua residência a fim de contribuir com a construção da estratégia e tática local.
Outra ação fundamental é visitar os locais de trabalho e convencer os colegas a permanecerem em greve a fim de fortalecer o movimento e forçar a Caixa a mudar de posição.