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Abuso

Cipeiro do Itaú é demitido por telegrama

Após perseguição, trabalhador é informado do seu desligamento durante tratamento psiquiátrico

  • Danilo Motta, redação Spbancarios
  • Publicado em 04/10/2019 10:55

Arte: rawpixel.com

O Itaú demitiu por justa causa um funcionário do ITM que havia sido eleito em abril deste ano para Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). O trabalhador do setor do COR, admitido em dezembro de 1987 no então Banco Bandeirantes adquirido pelo Itaú Unibanco, sofreu uma série de perseguições em seu local de trabalho, chegando a necessitar de  tratamento psiquiátrico, e só soube do seu desligamento por conta de um SMS informando o agendamento da sua homologação. O banco, por sua vez, comunicou que havia enviado um telegrama noticiando a demissão.

Após ser eleito representante dos trabalhadores para a Cipa, o analista de TI de 46 anos foi chamado pelos seus gestores para realizar o fechamento contábil de agências. Como a tarefa configuraria desvio de função, o que não é permitido pela NR5 para cipeiros, o bancário questionou a respeito da realização dessa função, recebendo, por isso, uma advertência.

A partir daí, o trabalhador passou a sofrer pressão para aderir ao PDV. Como decidiu pela não adesão, sofreu nova tentativa de mudança de função dentro do setor.

Por conta destas recorrentes práticas abusivas, o funcionário desenvolveu transtornos psiquiátricos relacionados ao trabalho e realizou uma denúncia ao ombudsman do banco. Poucos dias depois, foi chamado para uma reunião com seu gestor no Ceic. Chegando ao local, foi surpreendido com a notícia de que a reunião seria com a inspetoria do banco, que o questionou sobre a assinatura de um documento em nome do seu coordenador para liberação de equipamentos. Mesmo garantindo não ter conhecimento de tal documento, o bancário foi questionado várias vezes, o que o levou a passar mal durante a reunião, sendo levado para o ambulatório do Ceic e suspenso do trabalho no dia seguinte.

Diante da situação, seus problemas psiquiátricos se agravaram, levando-o a um afastamento médico de 30 dias, com encaminhamento ao INSS pelo médico do trabalho do banco. No dia 24 de setembro, o bancário recebeu um SMS informando o horário do agendamento da homologação. Ele, então, entrou em contato com o Sindicato, que procurou o Itaú, mas recebeu apenas uma resposta vaga.

“O banco informou que a demissão havia sido comunicada por telegrama, mas o bancário não recebeu essa comunicação. Esse é o novo jeito Itaú, de demitir sem justificativa clara e por telegrama ou SMS, total falta de respeito com quem dedicou anos de trabalho ao banco”, criticou o dirigente sindical Antônio Soares, o Tonhão, que também é bancário do Itaú.

 

 

O Sindicato irá prestar todo apoio e atendimento jurídico necessários para garantir os direitos deste trabalhador.



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