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Sindicato cobra Itaú sobre mudanças prejudiciais no GERA

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Imagem de um ambiente caótico e assediador em uma agência, proporcionado pelo GERA

Em reunião com o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, realizada na quarta-feira 22, o Itaú anunciou mudanças no GERA. Entre elas a alteração na periodicidade do pagamento da remuneração mensal, que passa a ser trimestral. 

O Itaú alega que as mudanças são baseadas em melhorias sugeridas pelos trabalhadores e que, além da mudança na periodicidade da remuneração mensal, haverá outras alterações também na remuneração semestral como o fim da curva forçada, elegibilidade e inclusão de indicadores de produção. Segundo o banco, o pagamento trimestral dará a oportunidade de o funcionário recuperar o desempenho no mês que não obteve os 1000 pontos, uma vez que o pagamento será feito com base na média dos três meses.

O Sindicato, por meio da COE Itaú, questionou o banco sobre as mudanças, uma vez que muitos trabalhadores serão prejudicados com a perda de uma renda mensal, que pode estar comprometida com pagamento de dívidas adquiridas no último período. Outro ponto alvo de questionamentos por parte da representação dos bancários é a incidência do imposto de renda, que será maior, e a compensação será feita somente na declaração anual. 

“O pagamento desta remuneração trimestral levará dois meses para ser creditado ao bancário depois de contabilizada. Isto é muito ruim e compromete a renda do trabalhador”, destaca a dirigente do Sindicato e bancária do Itaú Valeska Pincovai

“Reivindicamos que o pagamento seja feito de forma proporcional, que o bancário receba por toda a sua produção. Não é justo que sejam remunerados apenas os trabalhadores que atingirem média de 1.000 pontos e os demais sejam desconsiderados. Alguns trabalhadores chegam aos 1.200 pontos e também não recebem quando os ultrapassam. Os bancários estão sufocados nos locais de trabalho e as metas são abusivas, a pressão só aumenta, levando muitos trabalhadores a se afastarem por problemas psicológicos. Então, nada mais correto que ele receba por todo o seu desempenho”, defende a dirigente do Sindicato. 

A representação dos bancários também levou ao conhecimento do Itaú o fato de que muitos bancários estão com dificuldades de acompanhar a produção devido a demora na atualização dos dados, que muitas vezes simplesmente desaparecem. 

“Os bancários estão angustiados com as mudanças e sentem-se perdidos. Quando estão conseguindo entender melhor o programa, o Itaú altera o formato. Além disso, a comunicação do banco com os trabalhadores deixa muito a desejar. Diariamente, o Sindicato recebe denúncias de trabalhadores tentando entender o que está acontecendo”, relata Valeska. 

Lista VAI

Outro problema denunciado pelos bancários ao Sindicato diz respeito a Lista VAI, que está sendo utilizada para pressionar os trabalhadores nas agências, que com a ampliação do horário de atendimento não haverá tempo para efetuar as ligações exigidas pelos gerentes. 

Por sua vez, o Itaú afirmou que a Lista VAI tem o objetivo de dar apoio aos trabalhadores, e não para ser utilizada como instrumento de cobrança, e que esta denúncia será solucionada.

O Sindicato irá consultar os bancários sobre as mudanças apresentadas pelo banco para sugerir melhorias na construção do Programa GERA, de forma que contemple a todos. Uma próxima reunião será agendada, e o movimento sindical espera que o Itaú leve em consideração todas as sugestões apresentadas pela representação dos trabalhadores. 

“Se o bancário se sentir pressionado no seu local de trabalho, ou estiver sofrendo assédio moral para bater suas metas, deve entrar em contato com o Sindicato. E, caso tenha sugestões para melhoria do GERA, é importante que sejam compartilhadas com a entidade. O sigilo é garantido”, orienta Valeska.

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