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Banco Master: Em meio a incertezas entre trabalhadores do Will Bank, Banco Central troca liquidante

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Manifestação do Sindicato em defesa dos trabalhadores impactados pelo escândalo do Banco Master (Foto: Seeb-SP)

Manifestação do Sindicato em defesa dos trabalhadores impactados pelo escândalo do Banco Master (Foto: Seeb-SP)

O Banco Central anunciou o novo liquidante do Banco Master, que ficará a frente das liquidações do Master, Master de Investimento S.A., Banco Letsbank S.A., Master S.A. Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários e Will Financeira (Will Bank) até o dia 6 de março.

Sebastião Marcio Monteiro substitui a EFB Regimes Especiais de Empresas LTDA devido a problemas de saúde e ao afastamento temporário do responsável técnico do liquidante original, Eduardo Felix Bianchini, da EFB.

A mudança, ainda que temporária, aumenta o clima de incertezas entre os trabalhadores do Will Bank, que seguem sem qualquer resposta sobre perspectivas futuras, assim como sobre o pagamento dos direitos trabalhistas, após um mês do processo de liquidação da empresa. O liquidante original, assim como o novo liquidante, até o momento não se comunicou com os trabalhadores e nem mesmo com o Sindicato.

Já em relação aos empregados do Banco Master - embora a situação esteja mais encaminhada, uma vez que já ocorreram demissões, pagamentos foram feitos, e os trabalhadores estão mais informados quanto às etapas do processo - também existe o receio de que a mudança altere o cenário.

“O Sindicato já enviou ofícios cobrando esclarecimentos e diálogo, mas não obteve respostas. Os trabalhadores também já entraram em contato, mas também não tiveram retorno. É inadmissível que os trabalhadores do Will Bank, após um mês do início da liquidação, sigam em um completo limbo sobre suas perspectivas e direitos”, enfatiza a dirigente do Sindicato Irene Juarez Dias.

“Esperamos que a troca do liquidante, ainda que temporária, resulte em diálogo e soluções práticas, dando alguma previsibilidade para os trabalhadores. É uma questão de transparência e responsabilidade social”, acrescenta.

Regulação do sistema financeiro

O caso do Banco Master, que levou a liquidação também do Will Bank e Letsbank, evidencia a necessidade e urgência de um novo marco regulatório do sistema financeiro nacional, que corrija as atuais assimetrias e aplique as mesmas regras hoje exigidas dos grandes bancos para fintechs, instituições de pagamento, cooperativas de crédito e outras instituições financeiras não bancárias.

O Sindicato há anos defende que estas instituições financeiras não bancárias devem ser submetidas às mesmas regras tributárias, regulatórias, de transparência e, sobretudo, trabalhistas, que os bancos tradicionais, uma vez que ofertam os mesmos produtos.

“O Sindicato tem sido a principal trincheira de defesa desses trabalhadores. Atuamos para garantir direitos, cobrar transparência, exigir responsabilidade e acompanhar cada etapa desses processos. Os trabalhadores são parte direta desse prejuízo social e econômico, resultado da má gestão, da omissão regulatória e da fragilidade da fiscalização do Banco Central e de outros órgãos responsáveis”, aponta a presidenta do Sindicato, Neiva Ribeiro.

“O Brasil precisa avançar urgentemente em um novo marco regulatório do sistema financeiro, que garanta estabilidade econômica, proteção social, justiça tributária, segurança jurídica e respeito aos direitos trabalhistas. Defender os bancários e bancárias é defender o interesse público, a democracia e o desenvolvimento sustentável do país. Sem regulação forte, fiscalização rigorosa e proteção ao trabalho, seguiremos repetindo crises que penalizam sempre os mesmos: os trabalhadores e a sociedade”, conclui a presidenta do Sindicato.

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