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Desrespeito

Itaú obriga funcionários a fazer hora extra

Trabalhadores do Prédio do Aço denunciam obrigatoriedade em fazer horas extras e adoecimento mental decorrente de pressão

  • William De Lucca, SPBancários
  • Publicado em 06/03/2020 16:51

Foto: Seeb/SP

A vida dos funcionários do Prédio do Aço, concentração do Itaú na Zona Sul de São Paulo, segue um inferno. Isso porque eles têm sido obrigados a fazer horas extras, cumprindo metas abusivas e trabalhando como atendentes de call-center, ainda que não tenham sido contratados para isso. Resultado: diversos afastamentos por doenças mentais todos os dias.

Revoltados com a situação, funcionários que trabalham na concentração procuram o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região para denunciar os abusos.

Segundo eles, o banco anunciou no início de fevereiro que os bancários seriam obrigados a realizar horas extras e, desde então, passaram a receber e-mails com planilhas que deveriam ser cumpridos pelos analistas, informando horários de atendimentos híbridos, suporte ao receptivo, intervalos e o tempo de hora extra.

Assédio se mantém como prática cotidiana no Prédio do Aço

“Como se isso não fosse o bastante, ainda disseram para os trabalhadores que quem não estivesse satisfeito deveria pedir para sair”, contou a dirigente sindical e funcionária do Itaú, Elaine Machado.

Ela explica que a pressão por resultados e por pontuação faz com que a demanda individual para cada um dos bancários aumente e, ao invés e contratar novos funcionários, o Itaú obriga os que já estão no local a realizar as horas extras.

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“Por medo de serem demitidos, os trabalhadores acabam não denunciando a situação e se submetem a esta situação degradante, trabalhando em um call-center disfarçado e com pressões absurdas”, conta a dirigente.

Adoecimento

 

 

Por conta da pressão por resultados, os trabalhadores têm adoecido cada vez mais. O índice de afastamentos por problemas psicológicos ou doenças mentais decorrentes do assédio moral e das cobranças desproporcionais tem aumentado de forma assustadora, com mais de um caso por dia.

“Os casos são tantos que o tema foi colocado em discussão na reunião da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) do Prédio do Aço, sendo registrado em ata. Ao procurar o banco para resolver o problema, o que tivemos como retorno foi o descaso, já que, mesmo sem apurar, a direção alega que denuncias são improcedentes”, diz Elaine.

A dirigente diz que o Sindicato vai procurar os gestores do banco na próxima semana, exigindo o fim das horas extras obrigatórias e novas contratações para a área, garantindo condições de trabalho e de saúde mental para os trabalhadores.

Denuncie

O Sindicato possui um canal de denúncia contra o assédio moral, que prevê apuração pelo banco, e prazo para que a instituição financeira dê uma resposta para a denúncia. A identidade do denunciante é mantida em sigilo. 



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