O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região pressionou o Itaú e conseguiu reintegrar uma funcionária demitida irregularmente, em desacordo com as regras de estabilidade para candidatos à Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio (Cipa).
Demissão em Tempo Recorde
A trabalhadora registrou sua candidatura no dia da abertura das inscrições. Na manhã seguinte, cerca de 90 minutos após a confirmação, a gestão comunicou a demissão sem justa causa.
Mesmo alertada sobre a irregularidade, a empresa manteve a dispensa.
Pressão sindical e reintegração
Com a intervenção direta do Sindicato junto ao RH corporativo, o Itaú reconheceu a nulidade do ato e cancelou a rescisão. A bancária foi reintegrada e mantém seu direito de concorrer à Cipa.
“A estabilidade de emprego do cipeiro não é um privilégio individual, mas uma garantia coletiva para que o trabalhador possa fiscalizar as condições de saúde e segurança sem represálias”, afirma Edegar Faria, dirigente sindical e bancário do Itaú.
Por que a homologação no Sindicato é crucial?
Desde a reforma trabalhista aprovada em 2017, a obrigatoriedade da homologação com participação do Sindicato foi extinta, permitindo que os bancos homologuem as próprias demissões. O Itaú, inclusive, passou a fazer o processo de forma remota, sem que o bancário ou a bancária converse com um analista do RH.
Sem a análise sindical, erros no cálculo de PLR, horas extras e gratificações podem passar despercebidos, além de mascarar demissões ilegais, como em casos de estabilidade (Cipa, doença ocupacional, gravidez).
Em caso de demissão, não assine nada antes de conversar com o Sindicato.
Conte com o Sindicato: Sua voz contra os abusos
Esta vitória é uma entre dezenas que comprovam a atuação efetiva da entidade. A força para essas conquistas vem da categoria organizada.
“As mensalidades dos associados garantem o sustento da nossa entidade, seja nas negociações coletivas para a conquista de novos direitos, ou na luta contra demissões, assédio ou qualquer outro problema no local de trabalho. O Sindicato é a sua voz contra os abusos do banco. Fortaleça a luta por empregos, aumento real e PLR. Sindicalize-se!”, afirma Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato.