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Chapéu
justiça social

Taxar grandes fortunas é o caminho para enfrentar os impactos da pandemia

Linha fina
Análise é do professor e economista Ladislau Dowbor. Ele diz que o enfrentamento aos impactos econômicos da pandemia devem ser combatidos com justiça social e senso econômico
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O agravamento da crise econômica brasileira, da recessão, o aumento do desemprego e o Produto Interno Bruto (PIB) negativo são as principais projeções feitas por economistas como consequência dos impactos causados pela pandemia do novo coronavírus.

A crise terá um preço a ser pago pela sociedade. Mas onde está o dinheiro para enfrentar toda essa crise?

Campanha #TaxarFortunas quer reforçar combate ao coronavírus

Esse é o questionamento feito pelo economista e professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), Ladislau Dowbor, em entrevista ao Seu Jornal da TVT.

O economista afirmou que o único caminho é taxas grandes fortunas no Brasil. A dimensão da desigualdade social e econômica mundial pode ser exemplificada pela concentração de riquezas. Cerca de 1% da população do planeta detém mais que o dobro da riqueza dos 99% restantes.  No Brasil, a concentração não é muito diferente. Aqui, 206 bilionários possuem juntos mais de R$ 1,2 trilhão.

“Se não taxar o 1% mais rico, se não fizer eles pagarem uma parte da crise, não funciona. Tem que buscar o dinheiro onde ele está”, diz o professor.  

De acordo com ele, não é suficiente distribuir renda emergencial a trabalhadores quando os mais ricos continuam “drenando o sistema”.

“O problema básico é que lucros e dividendos não pagam imposto, não há imposto sobre a fortuna e, temos uma evasão fiscal de mais de 500 bilhões de reais feita pelos ricos, não pelos assalariados”, afirma Dowbor, que conclui: “Não é uma questão de aumentar impostos. É uma questão de justiça social e bom senso econômico.”

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