Central de Atendimento

ou whatsapp (11) 97593-7749
Senado

Em consulta, "não" à reforma trabalhista é quase unânime

Críticos da reforma argumentam que o desmonte da CLT reduz direitos e precariza as condições de trabalho. Em consulta pública, população rejeita amplamente a proposta

  • Rede Brasil Atual
  • Publicado em 03/05/2017 17:49 / Atualizado em 30/05/2017 16:48

Um dos pontos mais polêmicos da reforma é a prevalência do negociado sobre o legislado

Foto: Valdecir Galor / SMCS

São Paulo – O Senado Federal disponibiliza uma consulta pública, através da plataforma on-line ecidadania, para que as pessoas opinem sobre a reforma trabalhista, que tramita na Casa. Os números revelam ampla rejeição à proposta. Até às 16h39 de segunda 22, 128.269 pessoas (96% das respostas) são contrárias à proposta e 5.604 favoráveis. Em conjunto com a reforma da Previdência, o projeto desencadeou protestos e a greve geral de 28 de abril.

A reforma, retirada da gaveta pela base do governo Michel Temer (PMDB), sob alegação de “modernização”, foi redigida ainda nos anos 1990. A proposta que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em mais de 100 pontos foi aprovada pelo plenário da Câmara dos Deputados no dia 26 de abril e está no Senado.

Veja os deputados de SP que traíram o povo brasileiro

“Estamos falando de aumento na jornada de trabalho para 12 horas diárias. Estamos voltando para a escravidão. A reforma também versa sobre os contratos de trabalho, que serão precarizados”, afirmou a vice-presidente da CUT, Carmen Foro. “É um verdadeiro massacre (…) As pessoas precisam saber quais são os interesses que motivaram cada voto”, diz o presidente da central, Vagner Freitas.

Em nota, Bradesco defende reformas
Dono do Itaú defende reforma trabalhista
Para 64%, reforma trabalhista beneficia os patrões

Reaja! - A presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, lembra que é preciso manter a pressão sobre os parlamentares para que eles votem contra as reformas da Previdência e trabalhista. A reforma da Previdência ainda está na Câmara, então mande e-mails para os deputados. A trabalhista já foi aprovada pelos deputados e agora no Senado, então, mande e-mail para os senadores. Nos dois casos, diga que se eles votarem a favor não serão reeleitos.

Com reforma, trabalhador terá de pagar se perder na Justiça
Flexibilizar não traz emprego, diz Pochmann a senadores
Não há evidência de que reforma trabalhista criará empregos
Maioria dos juízes do TST aponta 50 'lesões' no PLC 38
Juiz identifica em reforma trabalhista regressão de 200 anos

 

 

 



Voltar para o topo