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Chapéu
Senado

Em consulta, "não" à reforma trabalhista é quase unânime

Linha fina
Críticos da reforma argumentam que o desmonte da CLT reduz direitos e precariza as condições de trabalho. Em consulta pública, população rejeita amplamente a proposta
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Foto: Valdecir Galor / SMCS

São Paulo – O Senado Federal disponibiliza uma consulta pública, através da plataforma on-line ecidadania, para que as pessoas opinem sobre a reforma trabalhista, que tramita na Casa. Os números revelam ampla rejeição à proposta. Até às 16h39 de segunda 22, 128.269 pessoas (96% das respostas) são contrárias à proposta e 5.604 favoráveis. Em conjunto com a reforma da Previdência, o projeto desencadeou protestos e a greve geral de 28 de abril.

A reforma, retirada da gaveta pela base do governo Michel Temer (PMDB), sob alegação de “modernização”, foi redigida ainda nos anos 1990. A proposta que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em mais de 100 pontos foi aprovada pelo plenário da Câmara dos Deputados no dia 26 de abril e está no Senado.

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“Estamos falando de aumento na jornada de trabalho para 12 horas diárias. Estamos voltando para a escravidão. A reforma também versa sobre os contratos de trabalho, que serão precarizados”, afirmou a vice-presidente da CUT, Carmen Foro. “É um verdadeiro massacre (…) As pessoas precisam saber quais são os interesses que motivaram cada voto”, diz o presidente da central, Vagner Freitas.

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Reaja! - A presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, lembra que é preciso manter a pressão sobre os parlamentares para que eles votem contra as reformas da Previdência e trabalhista. A reforma da Previdência ainda está na Câmara, então mande e-mails para os deputados. A trabalhista já foi aprovada pelos deputados e agora no Senado, então, mande e-mail para os senadores. Nos dois casos, diga que se eles votarem a favor não serão reeleitos.

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