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Não há evidência de que reforma trabalhista criará empregos

Avaliação foi feita pelo diretor da Organização Internacional do Trabalho, Peter Poschen, em audiência conjunta da Comissão de Assuntos Econômicos e de Assuntos Sociais do Senado

  • Redação Spbancarios, com informações do Estado de S. Paulo
  • Publicado em 10/05/2017 18:58 / Atualizado em 16/05/2017 12:26

O diretor da OIT, Peter Poschen, criticou reforma trabalhista de Temer

Foto: International Institute for Sustainable Development

São Paulo Em audiência conjunta da Comissão de Assuntos Econômicos e de Assuntos Sociais do Senado, ocorrida na quarta-feira 10, o diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Peter Poschen, criticou o discurso do governo Temer e demais defensores da reforma trabalhista de que mudanças na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) vão aumentar a criação de empregos no país. Para ele, não há evidência concreta de que a reforma acarretará no aumento de vagas no mercado de trabalho.

"Sobre a compreensão dos impactos, essa afirmação de que a reforma vai gerar emprego tem pouca evidência”, afirmou Poshen, reforçando que a experiência internacional deixa claro que nem sempre mudanças na legislação trabalhista criam empregos e que o ciclo econômico costuma ter mais importância na criação de novos postos de trabalho. 

Para o diretor da OIT, o discurso da “modernização” da CLT, utilizado por Temer e sua base aliada no Congresso, é vago. "Concordo em modernizar, mas parece que o objetivo é bem vago.”

Poshen criticou ainda o fato de as reformas trabalhista e da Previdência serem tocadas ao mesmo tempo. "A reforma trabalhista dialoga com a reforma da Previdência. Se essa reforma trabalhista mudar o mercado de trabalho, a base de cálculo usada na reforma da Previdência talvez tenha de ser revista.”

Desmonte do Estado – Para a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, o objetivo do governo Temer com as reformas e o desmonte dos bancos públicos não é a geração de empregos ou a retomada econômica do país. “O governo propõe desmontar o Estado e liberar o orçamento para o mercado financeiro, além de criar mercado para os bancos, como no caso da previdência privada”, avalia. 

“As reformas da Previdência e trabalhista e a defesa dos bancos públicos dizem respeito a toda sociedade. Não podemos aceitar a retirada dos nossos direitos, com decisões autoritárias, que excluem até os trabalhadores de participarem das votações no Congresso. Precisamos nos mobilizar em defesa do nosso país”, conclui a dirigente.

 

 

Reaja – É preciso manter a pressão sobre os parlamentares para que eles votem contra as reformas da Previdência e trabalhista. A reforma da Previdência ainda está na Câmara, então mande e-mails para os deputados. A trabalhista já foi aprovada pelos deputados e agora está no Senado, então mande e-mail para os senadores. Nos dois casos, diga que se eles votarem a favor não serão reeleitos (confira os traidores dos trabalhadores).
 



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