Não à reforma

Centrais sindicais se reúnem para organizar Dia de Luta, "esquenta” para a greve geral

Participação na greve da educação, no dia 15 de maio, é um passo importante para a construção da greve geral, marcada para 14 de junho

  • CUT, com edição da Redação Spbancarios
  • Publicado em 07/05/2019 13:43 / Atualizado em 07/06/2019 17:35

Foto: Contraf-CUT

Depois de fazerem história no 1º de maio unificado – em que aprovaram greve geral contra a reforma da Previdência para 14 de junho –, as centrais sindicais voltaram a se reunir na tarde de segunda-feira 6, em São Paulo. CUT e as demais centrais – Força Sindical, UGT, CTB, CGTB, Intersindical, CSP-Conlutas e Nova Central – decidiram se somar à greve da Educação, que será no dia 15 de maio.

“É um grande esquenta em todo o país para a greve geral de toda a classe trabalhadora, no dia 14 de junho, contra o fim da aposentadoria e para dar um basta ao desemprego”, explica o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.

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“Fizemos um gol na conjuntura com a união das centrais sindicais no Dia Internacional do Trabalhador e recuperamos o sentido da data, que é rememorar as lutas já feitas e organizar as próximas batalhas da classe trabalhadora. É com esta energia que participaremos da mobilização dos trabalhadores e das trabalhadoras da educação no dia 15 para construirmos uma greve geral maior do que a de 28 de abril de 2017”, acrescenta.

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Dia Nacional de Luta

No Dia Nacional de Luta, em 15 de maio, serão realizadas assembleias, atos, mobilizações, panfletagens nas praças, nos locais de trabalho, nas ruas da cidade, com objetivo de explicar como a reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL) impactará na vida da classe trabalhadora e dialogar com a população sobre a greve geral de 14 de junho. 

“É importante que todos os sindicatos e centrais levem o abaixo-assinado para coletar assinaturas da população contra a reforma da Previdência de Bolsonaro, para mostrarmos ao Congresso Nacional que ninguém quer ficar sem aposentadoria”, alertou o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.

Para fortalecer a luta contra a reforma da Previdência de Bolsonaro, as centrais sindicais definiram que também se reunirão com os as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e com os principais sindicatos e partidos políticos. Além de pressionar os parlamentares nas suas bases eleitorais e por meio do “Na Pressão”, ferramenta que a CUT criou para facilitar o contato dos trabalhadores e trabalhadoras com os deputados.

Balanço do 1º de maio

Além de definir os próximos passos da luta, a reunião das centrais também tinha como objetivo fazer um balanço do Dia Internacional do Trabalhador. A unidade histórica da CUT e demais centrais sindicais foi citada por todos como uma grande vitória deste 1º de maio.

Segundo a secretária de Comunicação da CUT São Paulo, a bancária Adriana Magalhães, só a transmissão ao vivo do ato pelo YouTube da TVT foi compartilhada 24 mil vezes, isso significa, segundo ela, que alcançou mais de um milhão de pessoas.

“Mais de 90% da mídia comercial noticiou a unidade das centrais e a luta contra a reforma da Previdência, fora os veículos progressistas e do movimento sindical, só os ligados à CUT somam quase cinco mil sindicatos”, contou a dirigente.



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