A redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6X1 foram debatidos em audiência pública que reuniu o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a CUT e demais centrais sindicais, parlamentares, ministros, especialistas e representantes de diversas categorias profissionais. O encontro ocorreu no Palácio do Trabalhador, sede da Força Sindical, nesta quinta-feira 14.
A atividade integra o calendário nacional de debates promovido pela Comissão Especial responsável pela análise das PECs que propõem a redução da jornada sem diminuição salarial.
A pressão popular tem se intensificado nas ultimas semanas pela aprovação das mudanças ainda neste semestre.
Os principais temas discutidos foram: a adoção da jornada de 40 horas semanais, os impactos da escala 6×1 na saúde física e mental dos trabalhadores e os efeitos econômicos da reorganização do tempo laboral no Brasil.
“Estamos vivendo um momento importante que nos dá a oportunidade de conseguirmos o fim da escala 6x1 e a diminuição da jornada de trabalho sem redução de salário. Para conquistarmos estes direitos, a unidade da classe trabalhadora é fundamental. E o ato de hoje demonstrou que nós estamos no caminho certo”, afirma Chico Pugliesi, secretário de Relações Sindicais e Sociais do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
Projetos em discussão
A PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), propõe reduzir a jornada semanal gradualmente das atuais 44 para 36 horas. A transição se daria ao longo de dez anos.
Já a proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (Psol-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.
Quem analisa duas propostas de mudança na Constituição (PECs 221/19 e 8/25) é o deputado federal Alencar Santana, que preside a Comissão Especial da Câmara dos Deputados.
“A redução da jornada é uma reivindicação histórica da classe trabalhadora. É fundamental intensificar a pressão sobre os deputados para que aprovem a proposta. Menos tempo de trabalho representa mais qualidade de vida. Os trabalhadores precisam e merecem mais tempo de descanso, sem redução de salário”, afirma Chico.
