Efeito Imoral

PM reprime manifestação na USP contra ‘reforma’ da Previdência

Ao menos 15 pessoas foram detidas, após estudantes e servidores da educação fecharem um cruzamento nos arredores da universidade

  • Rede Brasil Atual
  • Publicado em 14/06/2019 13:26 / Atualizado em 14/06/2019 13:27

Soldados da PM paulista, momentos antes de agredirem os manifestantes na USP: repressão a um livre direito constitucional

Foto: DIVULGAÇÃO/SINTUSP

Estudantes e trabalhadores da educação que protestavam contra a ‘reforma’ da Previdência durante a greve geral de sexta-feira 14, foram atacados pela PM nos arredores da Universidade de São Paulo (USP), na região sul da capital. Eles caminharam pela avenida Vital Brasil, e fecharam cruzamento com a avenida Francisco Morato. Segundo informações preliminares, 15 manifestantes foram detidos. Eles foram levados para a 34ª delegacia de polícia, no Butantã, e já estão acompanhados de advogados, que buscam a liberação.

A reportagem é da Rede Brasil Atual.

A manifestação seguia pacífica e organizada, segundo o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), Magno de Carvalho, quando os policiais iniciaram disparos de balas de borracha e bomba de efeito moral, ferindo diversos participantes.

“Não vamos nos intimidar com a repressão. A luta vai continuar. A reforma da Previdência ataca principalmente os trabalhadores mais pobres. Os estudantes estão com a gente na luta, porque sabem que vão ficar sem aposentadoria no futuro se aprovarem tudo o que eles querem”, afirmou Magno, em entrevista aos jornalistas Marilú Cabañas e Glauco Faria, para o Jornal Brasil Atual.

Alexandre Pariol, servidor atingido no peito, também relatou a repressão. “Falava no carro de som sobre os ataques do governo Bolsonaro, estava um movimento pacífico e organizado. De repente a PM começou a atacar. Eram balas de borracha e bombas, que de efeito moral não têm nada. A intenção é ferir e machucar as pessoas.”

Além de engrossar a manifestação das centrais, na Avenida Paulista, na tarde de sexta-feira 14, os trabalhadores e estudantes da USP defende ocupar Brasília, como forma de conter a aprovação da ‘reforma’, e sugerem também realização de nova greve geral por tempo indeterminado.



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