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‘Reforma’ da Previdência ameaça direitos de mães e gestantes

Para diretor do Dieese, PEC 6/2019 pretende reduzir benefícios, considerados custos para o governo, e evitar demandas judiciais dos prejudicados

  • Rede Brasil Atual
  • Publicado em 05/06/2019 16:51 / Atualizado em 05/06/2019 16:52

Diretor técnico do Dieese explica que há um debate no Congresso para definir ainda de quanto seria o salário maternidade

CC 2.0 HAROLDO TROMBETTA

Se aprovada, a “reforma” da Previdência do governo de Jair Bolsonaro poderá retirar a proteção à maternidade e também às gestantes previstas no âmbito da Previdência e da Seguridade Social.

A reportagem é da Rede Brasil Atual.

Na prática, a proteção atual assegurada pelo artigo 201 da Constituição Federal garante às gestantes 120 dias de afastamento e a continuidade da remuneração em todo o período fora da empresa, que pode ainda ser estendido por até 180 dias a partir de negociação entre os sindicatos e empregadores.

Em sua coluna na Rádio Brasil Atual, o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, explica que ainda há um debate em conjunto com a tramitação da “reforma” no Congresso Nacional para definir se o salário da maternidade teria o valor de um salário mínimo independentemente da remuneração da gestante ou se ela teria direito a um valor fixo proposto pelo governo.

De acordo com Clemente, o objetivo das mudanças propostas pela PEC 6/2019 é que sejam reduzidos os benefícios, considerados custos para o governo, de modo geral, além de evitar disputas judiciais demandadas pelas gestantes. “Esse projeto visa constranger e restringir os direitos da Previdência e da Seguridade Social”, afirma, à jornalista Marilu Cabañas.

 

 



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