Central de Atendimento

ou whatsapp (11) 97593-7749
Desigualdade

Mulheres recebem salário quase um quarto menor do que homens

Igualdade de oportunidades é pauta do Sindicato, que luta pelo fim da diferença salarial e de ascensão profissional entre gêneros

  • Redação Spbancarios com informações da Agência Brasil
  • Publicado em 06/07/2017 17:18 / Atualizado em 06/07/2017 18:00

Arte: Freepik

São Paulo – A diferença salarial entre homens em mulheres chegou a 23,6% em 2015. É o que revelam dados do Cadastro Central de Empresas (Cempre), divulgados em um estudo realizado pelo IBGE nesta semana. Considerando o universo de pessoas ocupadas assalariadas, os homens receberam em média R$ 2.708,22 e as mulheres R$ 2.191,59.

O percentual de mulheres ocupadas assalariadas aumentou em 1,9 ponto percentual. Na administração pública e entidades sem fins lucrativos, a participação passou de 53,3% para 55,8%, enquanto nas entidades empresariais a presença de mulheres segue sendo menor. A diferença, entretanto, vem caindo: entre 2010 e 2015, diminuiu 5,2 pontos percentuais.

Neiva Ribeiro, eleita secretária-geral do Sindicato, disse que o levantamento aponta para discussões que são feitas pela entidade. “A pauta da igualdade de oportunidades é muito cara para a categoria, já que essa diferença também se observa entre bancários e bancárias, inclusive em relação à ascensão profissional”, explica a dirigente que nessa semana participou da 18ª reunião do Comitê de Mulheres da UniAméricas.

Ela diz que a questão da igualdade de oportunidades é sempre tema de debate nas negociações coletivas e da luta por políticas públicas governamentais. E ressalta que também passa por uma nova divisão de tarefas no espaço privado.

“Muitos empregadores usam a justificativa falaciosa de que pelo fato de a mulher ter de trabalhar também em casa, ter de se dedicar à maternidade, faz com que o salário seja menor, mas é exatamente o contrário. Os homens precisam dividir a tarefa de casa e a responsabilidade dos filhos com as mulheres, acabando com a dupla jornada à qual elas são expostas”, finaliza Neiva.

 

 



Voltar para o topo