Após dez rodadas de negociação com a Federação dos Bancos (Fenaban), os bancários fecharam a Campanha Nacional 2018 - primeira num contexto de reforma trabalhista - com um acordo de dois anos, que prevê aumento real para salários e demais verbas e manutenção dos direitos da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que é válida em todo o país, além de garantir que a CCT seja válida também para os hipersuficientes (quem têm escolaridade superior e ganha a partir de duas vezes o teto do INSS, hoje em R$ 11.291,60). Criados pela nova lei trabalhista, os empregados hipersuficientes poderiam estabelecer suas condições de trabalho diretamente com o empregador, ainda que fossem inferiores às previstas pelo acordo coletivo de sua categoria.
O presidente da CUT, o bancário Vagner Freitas, participou de assembleia de trabalhadores de bancos privados (BB e Caixa também realizaram suas respectivas assembleias e aprovaram a proposta da Fenaban e as específicos para renovação de seus acordos), que aprovou na quarta 29 de agosto a proposta final da campanha. O dirigente destacou a importância do acordo dos bancários para a classe trabalhadora.
“Derrotamos a reforma trabalhista construída pelos banqueiros. Isso é muito importante, porque sem isso o Brasil vai se atrasar muitos anos por uma barbárie”, disse, ressaltando que os bancários fizeram história nessa demonstração de luta.
> Bancários aprovam proposta da Fenaban
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