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Ivone Silva aponta problemas na testagem de empregados da Caixa para a Covid-19

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Presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região enfatizou a cobrança na mesa de negociação para que todos os empregados sejam testados para a doença; ex-ministro da Saúde e atual deputado questiona governo sobre medidas de proteção em empresas públicas
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Foto: Seeb/SP

A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, Ivone Silva, enfatizou que, apesar de a Caixa ter revisto seus protocolos para a Covid-19, e evitado a volta ao trabalho presencial dos trabalhadores que vivem com pessoas do grupo de risco, ainda existem problemas em relação à disponibilização de testes para funcionários.

“Continuamos pedindo na mesa de negociação para que todos os funcionários sejam testados. Muitas vezes, a testagem só é feita quando há alguém com suspeita de Covid-19 e, mesmo assim, é a chefia que seleciona quem será testado. Os protocolos ainda estão muito soltos e os testes precisam ser mais confiáveis”, afirmou Ivone ao jornal Folha de S. Paulo.

Após notícias de que a Caixa iria obrigar a volta ao trabalho presencial em meio à pandemia do coronavírus, o deputado federal e ex-ministro da saúde Alexandre Padilha (PT-SP) encaminhou um requerimento de informação ao Ministério da Economia, nesta segunda-feira 10, no qual questiona e pede detalhes sobre quais os protocolos de testagem e de proteção de funcionários de empresas públicas contra a Covid-19. A reportagem é da Folha de S. Paulo.

“Não se recupera a economia sem mostrar que há compromisso em salvar vidas. Espero que Guedes [ministro da Economia] esteja oferecendo testes e protocolos de segurança aos seus servidores”, afirmou o deputado ao jornal.

Segundo relatos de funcionários do banco público, a volta ao trabalho presencial teria desencadeado a contaminação de funcionários e, posteriormente, de seus familiares, inclusive com algumas mortes em razão da doença.

O documento enviado ao Ministério da Economia reproduz uma publicação que Maria Rita Serrano, representante eleita pelos empregados para o Conselho de Administração da Caixa, fez em seu Facebook.

O caso se refere ao bancário José Ariston Nogueira de Lima e sua esposa, Francisca Vieira Lima, que morreram por causa do coronavírus com uma diferença de 10 horas.

“O caso ganhou repercussão nacional e criou revolta entre empregados. As três filhas de José Lima também são empregadas da Caixa. Quero lamentar profundamente essa perda, que se junta aos quase 100 mil mortos do país. Tragédia anunciada, fruto do descaso do governo federal, da ausência de uma política nacional de saúde, da falta de planejamento da direção do banco, que distribui para gestores a responsabilidade da decisão retorno, enfim, do desrespeito a vida”, diz Maria Rita em sua publicação.

Segundo a Folha de S. Paulo, o Ministério da Economia afirmou que suas empresas vinculadas possuem autonomia administrativa.

A Caixa afirma que todos os empregados do grupo de risco foram liberados para o trabalho remoto e que adotou medidas contra o coronavírus.

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