Neiva Ribeiro fala ao lado de Ana Beatriz Garbelini (à dir.), Lucimara Malaquias e Marta Soares
A direção do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região realizou uma reunião de avaliação e organização da Campanha Nacional Unificada 2026, com foco na paralisação de 24 horas ocorrida na quinta-feira, 20; no atual estágio das negociações com a Fenaban e com os bancos públicos; e nos próximos passos da mobilização na próxima e decisiva semana.
No encontro, realizado na tarde desta sexta-feira 21, também foram dados informes sobre as negociações com a Fenaban, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, além do relato dos coordenadores das regionais sobre a adesão ao movimento.
A paralisação foi avaliada como expressiva e marcada pela participação espontânea de bancários em diversas unidades. A mobilização também foi considerada nacionalmente forte, reforçando a pressão sobre os bancos diante da ausência, após oito rodadas de negociação, de uma proposta de índice de reajuste salarial pela Fenaban.
A assembleia que deliberou pela paralisação também teve participação de milhares de bancários.
Ampla adesão dos bancários na paralisação
Os coordenadores relataram a forte adesão dos bancários e o fechamento de centenas de agências e também de centros administrativos em diferentes regiões da área de atuação deste Sindicato.
Os relatos destacaram ainda a participação espontânea de bancários, a disposição para o diálogo e o apoio recebido durante as atividades, tanto dos trabalhadores como dos clientes. Para a direção, o resultado demonstra a força da organização da categoria e amplia as condições para a próxima etapa das negociações.
Informes da negociação geral, e específicas de BB e Caixa
Na negociação com a Caixa, os representantes destacaram a expectativa pela mesa marcada para 25 de agosto, quando o banco se comprometeu a apresentar nova proposta para o Saúde Caixa. Também foram discutidas propostas relacionadas a ausências para exames de trabalhadores com deficiência e preventivos de câncer, além de direito à desconexão e monitoramento de metas.
No Banco do Brasil, a direção informou que o banco apresentou propostas de cláusulas sociais e de igualdade de oportunidades, incluindo medidas para mulheres vítimas de violência doméstica e mães em situação de lactação induzida. Porém, até o momento, não houve sinalização sobre proposta de remuneração. A avaliação é de que a forte adesão à paralisação deve reforçar a pressão para avanços na negociação.
“O Sindicato e os bancários estão totalmente mobilizados para essa semana decisiva. Queremos renovar nossa convenção coletiva de trabalho com aumento real, manutenção dos nossos direitos e avanços em novas conquistas, e esperamos que nossas reivindicações sejam atendidas na mesa de negociação”, afirmou Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e coordenadora da Comando Nacional dos Bancários.