Bancários e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) assinam, nesta quarta-feira (9), em São Paulo, a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.
Na base de São Paulo, os trabalhadores de bancos privados e do BB aprovaram a proposta em assembleias.
A nova CCT garante a reposição integral da inflação, medida pelo INPC, acrescida de aumento real de 0,6% nos próximos dois anos, aplicado aos salários e a todas as demais verbas remuneratórias, como Vale-Alimentação (VA), Vale-Refeição (VR), Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e auxílios.
Além dos ganhos econômicos, a renovação da Convenção Coletiva assegura importantes avanços para a categoria. Entre eles estão medidas para o combate ao adoecimento mental e ao assédio, o direito à desconexão fora do horário de trabalho, regras de transparência e limites para o monitoramento digital dos trabalhadores, além de um programa de qualificação e recolocação profissional.
“Foram 13 rodadas de negociação e mais de dois meses de mobilização e diálogo com o setor mais lucrativo do país. A assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho representa uma importante conquista da categoria bancária, que, mais uma vez, demonstrou sua capacidade de organização e unidade para defender direitos e avançar em novas conquistas. Garantimos aumento real por dois anos e a manutenção de todas as cláusulas da nossa CCT”, afirma Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos bancários.
“Com esses direitos assegurados, podemos fortalecer nossa organização e avançar em pautas fundamentais para a categoria, como a discussão sobre a NR-1, o combate às metas abusivas e a construção de um ambiente de trabalho mais saudável. Também precisamos avançar na defesa de uma regulação do sistema financeiro que proteja os trabalhadores e trabalhadoras da terceirização predatória e dos efeitos nocivos da reforma trabalhista, que ampliou formas precárias de contratação, como a terceirização e a pejotização, entre outras práticas que afetam diretamente a nossa categoria", acrescenta.
A CCT também prevê melhorias na indenização destinada aos trabalhadores de bancos privados demitidos em decorrência do fechamento de agências.
Caixa entra em greve
Enquanto os bancos privados e BB avançaram na renovação da CCT, os empregados da Caixa decidiram pela greve após rejeitarem a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Com a decisão, os empregados da Caixa entram em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira, 10 de setembro.
Ontem (08), a Caixa enviou um ofício à Contraf-CUT chamando a entidade para uma reunião de negociação na tarde desta quarta-feira (9).