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Chapéu
Campanha dos Bancários 2026

Dia Nacional de Luta reafirma defesa da CCT, mesa única e melhores condições de trabalho

Imagem Destaque
Foto do palco da cerimônia de posse da nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos, com Neiva Ribeiro falando ao microfone

Neiva Ribeiro destacou a importância da CCT nacional dos bancários em cerimônia de posse da nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

Bancários de todo o país realizam nesta terça-feira (28) o Dia Nacional de Luta em Defesa da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), da mesa única de negociação e de melhores condições de trabalho, mobilização que reforça a unidade da categoria diante das ameaças dos bancos à principal conquista das negociações nacionais. O Dia de Luta também destaca a importância da valorização da remuneração dos bancários, tema que estará no centro das próximas mesas de negociação da Campanha Nacional Unificada.

Na última rodada de negociação da Campanha Nacional Unificada, realizada na última terça-feira (21), a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) sinalizou a possibilidade de separar a mesa de negociação entre bancos públicos e privados, colocando em risco a negociação nacional, modelo construído há 23 anos e responsável por assegurar direitos comuns para toda a categoria bancária.

A defesa da Convenção Coletiva também marcou a participação da presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro, na cerimônia de posse do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wellington Damasceno, realizada no último domingo (26). Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de lideranças do movimento sindical, Neiva destacou que a negociação coletiva nacional é um dos principais instrumentos de proteção dos direitos dos trabalhadores brasileiros.

Segundo a dirigente, preservar a Convenção Coletiva e a mesa única de negociação significa defender um modelo que fortalece a organização dos trabalhadores, amplia o poder de negociação da categoria e impede a fragmentação dos direitos conquistados ao longo de décadas de mobilização.

"A mesa única vai muito além de um formato de negociação. Ela representa a unidade da categoria e é responsável por garantir direitos, valorização profissional e segurança jurídica para centenas de milhares de bancários em todo o país", afirmou.

Para a presidenta do Sindicato, enfraquecer esse modelo significaria comprometer uma das mais importantes conquistas da categoria, responsável por assegurar condições iguais de negociação para trabalhadores de diferentes instituições financeiras.

Além da defesa da Convenção Coletiva e da mesa única, o Dia Nacional de Luta reforça a reivindicação da categoria por melhores condições de trabalho e pela valorização da remuneração. Esses temas estarão na pauta da próxima rodada de negociações com a Fenaban, marcada para quinta-feira (30), quando serão discutidas as cláusulas econômicas da Convenção Coletiva.

Convenção Coletiva fortalece direitos

A Convenção Coletiva Nacional dos Bancários é considerada uma referência nas relações de trabalho brasileiras. A primeira CCT nacional dos empregados de bancos privados foi assinada em 1992, garantindo direitos e salários unificados em todo o país. Em 2003, a criação da mesa única passou a incluir também os bancos públicos federais, preservando as negociações específicas de cada instituição e ampliando a capacidade de negociação da categoria.

Desde então, os resultados demonstram a importância desse modelo. Entre 2004 e 2025, os bancários acumularam ganho real de 23,44% nos salários. Os pisos salariais registraram ganho real de 45,33%, enquanto os vales-refeição e alimentação tiveram ganhos reais de 38,1% e 39,7%, respectivamente, além de avanços em diversas cláusulas econômicas e sociais.

Para a representação dos trabalhadores, esses resultados demonstram que a unidade da categoria e a negociação coletiva nacional continuam sendo fundamentais para garantir direitos, promover valorização profissional e assegurar relações de trabalho mais equilibradas no sistema financeiro brasileiro.

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