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CA adia votação sobre alteração no estatuto da Caixa

“Ganhamos mais uma batalha, mas a luta prossegue”, afirma Rita Serrano, representante dos empregados no Conselho, referindo-se à ameaça de transformar o banco público em sociedade anônima

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 18/10/2017 18:51 / Atualizado em 18/10/2017 18:57

Luta contra o desmonte e privatização da Caixa ganhou as ruas de todo o país

Foto: Seeb-SP

São Paulo - A votação da proposta que altera o estatuto da Caixa, que estava prevista para ocorrer na tarde da quarta 18, durante reunião do Conselho de Administração (CA) do banco público, foi adiada. O recuo é positivo e fruto da mobilização dos empregados, com a ação das entidades associativas e sindicais, que também na quarta-feira promoveram um Dia Nacional de Luta em Defesa da Caixa 100% Pública e outras iniciativas que já vêm acontecendo, tais como audiências públicas pelo país e ato realizado na terça 17 na Câmara dos Deputados, em Brasília.

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Conselho de Administração da Caixa pode transformar banco em S/A

Há várias alterações polêmicas propostas para o estatuto. Entre elas, mudanças que interferem no direito dos trabalhadores e uma transformação substancial, fazendo com que a instituição se torne sociedade anônima (S/A), o que destruiria o caráter 100% público do banco. 

“Entreguei documento ao Conselho questionando o cunho jurídico das alterações e os prejuízos que a mudança, caso aprovada, trará à Caixa e ao desenvolvimento do Brasil, inclusive divulgando antecipadamente meu voto contrário. Agora, temos que ampliar nossa ação, cobrando o apoio de mais parlamentares para a nossa luta, além de prefeitos, movimentos e demais entidades, já que o assunto deverá retornar à pauta do Conselho de Administração no próximo mês”, enfatiza a conselheira eleita Rita Serrano, que representa os empregados da Caixa no Conselho de Administração.  

De acordo com Rita, o objetivo do governo ao tornar a Caixa uma empresa S/A é facilitar, em um futuro próximo, a abertura de capital do banco. A consequência imediata é a perda do papel da Caixa como gestora dos mais importantes programas sociais do país, que tendem a diminuir ou mesmo desaparecer, já que o único interesse dos acionistas é o lucro, e não o compromisso com a população e a melhoria das condições sociais.

“A alegação do governo para a alteração seria a melhoria com regras de governança, mas a Caixa já cumpre regras de governança e é supervisionada e fiscalizada por mais de 15 órgãos diferentes, além de contar com auditoria interna e externa. No último período, por conta de denúncias contra seus dirigentes, o Conselho de Administração também decidiu contratar uma empresa de investigação forense. O que vai impedir a ocorrência de má gestão ou casos de corrupção não é a entrada nas regras da bolsa de valores, pois se fosse assim isso não aconteceria em empresas como a JBS ou o BB, por exemplo”, diz a representante dos empregados da Caixa no Conselho de Administração.

 

 

Para Rita, a verdadeira intenção do governo Temer é entregar o patrimônio público para o capital privado em troca da manutenção do seu mandato e, sendo assim, age com pressa.

“Mas a Caixa é um banco que está à frente do desenvolvimento do Brasil, e precisa continuar assim”, conclui.
 



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