Explosão em vagão da Linha 12-Safira, privatizada por Tarcísio de Freitas, provocou o caos no transporte público nesta segunda 23 (Imagens: Reprodução/X)
Na manhã desta quinta-feira, 23 de julho, os paulistanos enfrentaram um verdadeiro caos no sistema de transporte público. A circulação de trens nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade foi interrompida após uma ocorrência que afetou o fornecimento de energia entre as estações Brás e Engenheiro Goulart.
As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade foram privatizadas pelo governo Tarcísio de Freitas em março de 2025 e são operadas pela concessionária Trivia Trens, vencedora da licitação, que assumiu integralmente a operação na última terça-feira (21). Nos 60 dias anteriores, as linhas funcionaram em regime de "operação assistida", já sob responsabilidade da Trivia Trens, mas com supervisão da CPTM.
Nos três primeiros dias de operação integral da concessionária, os paulistanos não deixaram de enfrentar problemas em nenhum momento: atrasos na circulação, plataformas lotadas, redução de velocidade e até uma explosão em um vagão, que provocou um incêndio e obrigou passageiros a evacuarem a composição, caminhando pelos trilhos e pulando muros com o auxílio da Polícia Militar.
Ainda durante o período de "operação assistida", a Linha 11-Coral — a mais movimentada da rede de trilhos metropolitanos de São Paulo — registrou 11 falhas, um aumento de 275% em relação ao período anterior.
A Linha 7-Rubi, outra linha privatizada por Tarcísio de Freitas, em fevereiro de 2024, e atualmente operada pela concessionária Tic Trens, pertencente ao mesmo grupo que controla a Trivia Trens, registrou sozinha 21 falhas no primeiro semestre, um aumento de 600% em relação ao mesmo período do ano passado.
"Assim como ocorreu com a Sabesp — também privatizada por Tarcísio e que, hoje, apresenta tarifas mais altas, piora na qualidade dos serviços e acidentes recorrentes, inclusive com vítimas fatais —, a privatização das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade se mostrou, em apenas três dias de operação integral pela concessionária, mais uma iniciativa completamente equivocada do governador Tarcísio. Uma medida totalmente contrária aos interesses da população", destaca a presidenta do Sindicato, Neiva Ribeiro.
Pesquisa Datafolha divulgada neste mês de julho aponta que a rejeição à privatização de serviços essenciais em São Paulo atingiu 54% no caso da Sabesp (31% aprovam a privatização), 56% no caso das linhas do Metrô (37% aprovam) e 53% em relação às linhas da CPTM (39% aprovam).
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"A sanha privatista de Tarcísio de Freitas está levando o caos aos serviços essenciais. Tarcísio já entregou à iniciativa privada a Sabesp, a Emae, linhas da CPTM, a gestão de 17 escolas estaduais e inúmeras rodovias, com a instalação de novos pedágios. A lógica do lucro está sendo colocada acima dos interesses da população. Os paulistanos já perceberam isso e precisam dar uma resposta nas urnas", conclui a presidenta do Sindicato.