Central de Atendimento

ou whatsapp (11) 97593-7749
Absurdo

Santander se nega a passar informações sobre PCDs

Após solicitação do Sindicato, banco se recusou a fornecer informações sobre bancários com deficiência e orientou entidade a procurar a Febraban; Sindicato questiona as razões pelas quais o Santander omite dados dos seus funcionários

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 04/10/2019 13:02 / Atualizado em 07/10/2019 16:44

Foto: Mauricio Morais

O Sindicato solicitou ao Santander informações gerais sobre os bancários com deficiência, com objetivo de direcionar sua ação sindical para essas pessoas, que possuem demandas e necessidades específicas. Entretanto, após vários dias, o banco informou que não disponibilizaria os dados e orientou o Sindicato a fazer a solicitação para a Febraban. 

Sindicalize-se e fortaleça a luta em defesa dos direitos dos bancários

“Buscávamos dados gerais como, por exemplo, a quantidade de PCDs no banco, onde estão alocados, o tipo de deficiência, e funções que exercem. Esses dados são essenciais para que nós, como entidade representativa, atuemos em favor destes trabalhadores, que possuem demandas e necessidades específicas”, relata o coordenador do coletivo de PCDs do Sindicato e bancário do Santander, José Roberto Santana. 

A Lei 8.213/91 determina que toda empresa com mais de cem funcionários cumpra uma cota de trabalhadores com deficiência na seguinte proporção: até 200 funcionários deve ter 2% de pessoas com deficiência; de 201 a 500 trabalhadores, 3%; de 501 a 1000, 4%; 1001 em diante, 5% das vagas ocupadas por PCDs.

“Como entidade representativa dos bancários, também é atribuição do Sindicato fiscalizar o cumprimento da Lei de Cotas, sendo fundamental a disponibilização dos dados do banco”, explica José Roberto. 

“A recusa do banco soa para nós como um sinal de alerta. Se cumpre a lei, têm políticas de inclusão e valorização desses trabalhadores, qual motivo teria para não disponibilizar os dados? O que o Santander tem a esconder?”, questiona o dirigente. 

Censo da Diversidade

José Roberto destaca ainda a importância de todos os bancários responderem ao 3º Censo da Diversidade, conquista da Campanha Nacional 2018. 

 

 

Clique aqui para responder o questionário do 3º Censo da Diversidade e colabore para a construção de um setor mais justo, diverso e igualitário para todos.

“A recusa do Santander para disponibilizar os dados reforça ainda mais a importância de todos os bancários responderem ao Censo da Diversidade. O que ainda assim não é uma solução para a recusa do banco em disponibilizar dados dos PCDs, uma vez que nem todos respondem ao questionário. Este ano, além de traçar um perfil da categoria por gênero, raça, orientação sexual e PCDs (pessoas com deficiência), o Censo também propõe um processo transformador do setor, que proporcione o debate sobre questões fundamentais para um mundo melhor, que é o caso do respeito às diferenças, da promoção da cultura de não violência, de combate ao machismo, à LGBTfobia, ao racismo e ao preconceito contra pessoas com deficiência. É esse o papel do agente da diversidade”, conclui o dirigente. 



Voltar para o topo