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Chapéu
Apagão em São Paulo

Sindicato estuda medidas para cobrar Enel por prejuízos a bancários

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Avenida Padre Arlindo Vieira no bairro do Jabaquara sem energia elétrica

Avenida Padre Arlindo Vieira no bairro do Jabaquara sem energia elétrica devido ao temporal que atingiu São Paulo no dia 11.Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Em novembro de 2023, um outro apagão da Enel deixou 4 milhões de pessoas sem luz por dias na capital e na sua região metropolitana. Muitas pessoas tiveram prejuízos por danos a equipamentos eletroeletrônicos por conta do evento. Diante disto, o Sindicato dos Bancários de São Paulo ingressou com uma ação coletiva na Justiça a fim de cobrar da Enel ressarcimento de todos os prejuízos que os bancários tiveram naquele apagão.

Em fevereiro de 2024, contudo, a Justiça publicou sentença com entendimento de suposta ausência de legitimidade do Sindicato como autor de ação desta natureza.

“Nós vamos insistir e estamos estudando todas as formas para garantir que os bancários tenham ressarcidos todos os gastos com perdas de aparelhos eletroeletrônicos ou eventuais problemas de saúde por conta do apagão, porque é um absurdo a Enel, além de não prestar um serviço de qualidade, ainda se omitir em ressarcir a população ou se preocupar em atende-la com qualidade E o Sindicato, como representantes dos bancários, vai se mobilizar para fazer valer os direitos  da categoria como consumidores.”

Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo

Responda o questionário, por meio deste link, e ajude o Sindicato a obter elementos a fim de cobrar da Enel ressarcimento para eventuais perdas ocorridas no apagão de 11 a 17 de outubro.

Enel recebeu mais de 5 mil processos em um ano

De primeiro de outubro de 2023 a 23 de outubro de 2024, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo recebeu 5.387 ações de indenização contra a Enel, sendo 1.375 por danos materiais e 4012 por danos morais. Neste período houve 3 grandes apagões, um em novembro de 2023, um em março de 2024 e outro em outubro do mesmo ano.

“Este grande volume de ações só reforça a deficiência da atividade prestada por uma empresa estrangeira que opera sem concorrência nenhuma e com pouca ou nenhuma fiscalização das agências reguladoras e, por isto, se sente no direito de oferecer um serviço tão ruim. Também reforça que a privatização de setores essenciais e sem regras definidas para proteger os consumidores é um prejuízo ao conjunto da sociedade”, afirma Neiva.

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