Celebrado em 11 de outubro, o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Física é uma data para reforçar a importância da inclusão social, da acessibilidade e da garantia de direitos. No setor bancário, apesar dos avanços registrados nos últimos anos, os números mostram que ainda há desafios para assegurar a inclusão e a permanência das pessoas com deficiência (PCDs) no mercado de trabalho.
Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) destacados pelo Comando Nacional dos Bancários, o setor bancário contava com 18,7 mil trabalhadores com deficiência em 2025, o equivalente a 4,5% da categoria. Em 2012, esse percentual era de 2,4%, demonstrando um avanço na participação desses profissionais.
Entretanto, a evolução proporcional não elimina os problemas de contratação e manutenção dos empregos. Entre 2020 e abril de 2026, os bancos admitiram 7.840 pessoas com deficiência e demitiram 8.361, resultando em um saldo negativo de 521 postos de trabalho. O cenário reforça a necessidade de medidas que não apenas ampliem as contratações, mas também garantam condições adequadas de trabalho, acessibilidade e oportunidades de desenvolvimento profissional.
CCT garante direitos e fortalece a inclusão
A luta por melhores condições de trabalho e igualdade de oportunidades também está presente na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária, renovada na Campanha Nacional deste ano. O acordo manteve direitos já conquistados e reafirmou o compromisso com a proteção social e a valorização dos trabalhadores.
O acordo contempla direitos sociais importantes, como o adiantamento de salários para trabalhadores afastados por motivo de saúde, enquanto aguardam o pagamento do benefício pelo INSS, medidas voltadas à igualdade de oportunidades para mulheres, pessoas negras, pessoas com deficiência (PCDs) e pessoas LGBTQIA+, além de garantias econômicas e assistenciais para bancários que residem ou trabalham em regiões atingidas por tragédias naturais.
Entre as garantias relacionadas à inclusão das pessoas com deficiência, também está o abono de ausência para que empregados possam realizar consertos em suas ajudas assistivas, como equipamentos e recursos necessários à sua autonomia e ao desempenho de suas atividades cotidianas.

Outra conquista importante já foi obtida pelos trabalhadores do Santander: a isenção de coparticipação no plano de saúde para pessoas com deficiência, resultado da mobilização e da negociação sindical. De acordo com Maria Cleide Queiroz, dirigente sindical e coordenadora do Coletivo da Pessoa com Deficiência do Sindicato, a luta continua para que os demais bancos também firmem esse acordo e garantam o mesmo direito aos seus empregados.
"O Sindicato segue atuando para ampliar essas garantias, combater a discriminação e assegurar que a inclusão se traduza em acessibilidade. Para isso, entretanto, a liberdade de atuação sindical e negociação coletiva precisa ser preservada. Por isso, nestas eleições, defendemos o voto em candidaturas comprometidas com a democracia, com os direitos das pessoas com deficiência e com a classe trabalhadora como um todo", afirma Maria Cleide.