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Cidadania

Categoria conquistou cláusulas de apoio às mulheres vítimas de violência

Entre as medidas estão: comunicado interno sobre prevenção à violência doméstica e familiar contra a mulher; canal de apoio à bancária vítima de violência; e outras formas de apoio como, por exemplo, a realocação da vítima em outro local de trabalho, garantindo o sigilo do mesmo

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 30/11/2020 13:51 / Atualizado em 30/11/2020 15:38

Imagem: freepik

Na Campanha Nacional dos Bancários 2020, a categoria mais uma vez demonstrou ser vanguarda na luta por uma sociedade mais justa e igual para todos, conquistando a inclusão na Convenção Coletiva de Trabalho 2020, assinada em 4 de setembro, cláusulas de prevenção à violência contra a mulher (cláusulas 58 a 54). Entre as medidas conquistadas estão: comunicado interno, a ser enviado pelos bancos aos trabalhadores, sobre prevenção à violência doméstica e familiar contra a mulher; canal de apoio à bancária vítima de violência; e outras medidas de apoio como, por exemplo, a realocação da bancária vitima de violência em outro local de trabalho, garantindo o sigilo do mesmo, e linha de crédito ou financiamento especial para estas mulheres.   

A conquistas desculpa as cláusulas é resultado de uma longa contribuição teórica , sindical , negocial e que esperamos se tornar em iniciativas práticas que protejam de fato  a vida das mulheres

“A conquista destas cláusulas é resultado de uma longa construção teórica, sindical e negocial sobre o combate a violência contra a mulher, que esperamos que se tornem iniciativas práticas para proteger de fato a vida das mulheres”, destaca a dirigente sindical Silmara Antônia da Silva, do Coletivo de Gênero do Sindicato, que recentemente escreveu um artigo - em parceria com a também dirigente do Sindicato e pesquisadora da Faculdade 28 de Agosto, Ana Tércia Sanches, publicado no caderno de notas técnicas da Universidade Municipal de São Caetano do Sul, edição de outubro - sobre políticas de acolhimento nas instituições bancárias.  

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Em 2019, houve um aumento de 7,3% nos casos de feminicídio, em comparação com o ano anterior. 1.314 mulheres foram mortas pelo simples fato de serem mulheres, uma a cada sete horas.  Os dados são do Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Em 2020, mais uma vez, o Sindicato aderiu a campanha 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, que no Brasil teve início no dia 20 de novembro. 

Basta! Não Irão nos Calar

Além da conquista das cláusulas de prevenção à violência contra mulher e de apoio às vítimas, o Sindicato oferece, desde 2019, serviço jurídico especializado, em parceria com a Rede Municipal de Enfrentamento à Violência Doméstica, atendendo demandas jurídicas de bancárias e não bancárias em situação de violência doméstica e de gênero, contribuindo para a plena superação do contexto de violência.

 

 

O agendamento está sendo realizado via Central de Atendimento, por chat ou pelo telefone 4949-5998. A vítima também pode falar diretamente com o advogado plantonista  via Whatsapp por meio do número 11 97325-7975 (Clique aqui para falar diretamente via WhatsApp). O plantão acontece inclusive nos finais de semana.

“Esta é uma luta urgente para toda a sociedade. O Sindicato, na sua atuação cidadã, não só garantiu em negociação que os bancos implementem canais próprios de apoio às mulheres vítimas de violência, como assumiu esse protagonismo oferecendo atendimento jurídico gratuito para estas mulheres, bancárias ou não”, conclui Silmara, 

*A dirigente sindical Silmara Antônia da Silva foi aluna da Faculdade 28 de Agosto e fez seu trabalho de conclusão de curso sobre políticas de acolhimento de mulheres em situação de violência doméstica nas instituições financeiras, contribuindo para a construção da proposta levada para a mesa de negociação com os bancos. A dirigente segue pesquisando sobre o tema.   



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