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Chapéu
Banco do Brasil

Reestruturação no BB: Sindicato ajuíza ações para resguardar direitos dos bancários

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Ações pedem incorporação de função para caixas e comissionados que recebiam a gratificação por mais de 10 anos, e ainda a proibição do fechamento de agências pelo banco
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Arte: Linton Publio/ Seeb-SP

A luta contra a reestruturação anunciada em janeiro pela direção do Banco do Brasil também está sendo feita na Justiça. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região ajuizou quatro ações coletivas na Justiça do Trabalho de São Paulo para resguardar direitos dos bancários que serão atingidos pela medida. A reestruturação no BB prevê: demissão de cerca de 5 mil trabalhadores por meio de PDV; um PAQ (Programa de Adequação de Cargos) que determina descomissionamentos (de assistentes, gerentes, analistas) e o fim da gratificação de caixa; e o fechamento de cerca de 300 agências no país.

As ações ajuizadas pelo Sindicato são:

  • Ação que pede a concessão da VCP (vantagem prevista em normativo do banco) por 120 dias para os que deixaram de receber a gratificação de caixa, em vista da reestruturação;
  • Ação que pede a incorporação da gratificação de caixa, para quem recebia a verba por mais de 10 anos, por ocasião da reforma trabalhista;
  • Ação pedindo a incorporação da gratificação de função (comissionados) para quem recebia a verba por mais de 10 anos, por ocasião da reforma trabalhista;
  • Ação pedindo a vedação de fechamento de agências e remoção compulsória dos trabalhadores.

O Sindicato ainda está elaborando uma quinta ação, pedindo a reclassificação das faltas nos dias de paralisação.

Luta nas ruas, nas redes sociais e na Justiça

O secretário de Assuntos Jurídico do Sindicato, Ernesto Izumi, destaca que as ações jurídicas fazem parte da luta da entidade contra a reestruturação, que comprende também protestos nas ruas, nas redes sociais (com tuitaços), paralisações nacionais e plenárias para organizar a categoria contra a medida e pressionar o banco a abrir um canal de negociação.

Vai ter muita luta contra a reestruturação do BB
Bancários do Banco do Brasil fazem nova paralisação contra reestruturação

“As ações coletivas são muito importantes para os bancários. E a mobilização é fundamental sempre. Realizamos vários protestos positivos nacionalmente, mas o banco desrespeita os trabalhadores, recusa a negociação, demonstrando descaso com os princípios da OIT [Organização Internacional do Trabalho], desmascarando assim seu discurso de responsabilidade social com os funcionários”, diz Ernesto, que também é funcionário do BB.

O dirigente lembra que os bancários do BB acabaram de gerar mais um lucro bilionário para o banco público e para o país. E que diante disso a reestruturação é mais um desrespeito da instituição aos trabalhadores.

“Na Justiça também enfrentaremos uma batalha, pois as ações coletivas demoram a ter uma solução, uma vez que o banco recorre em todas as instâncias. O Sindicato também realiza ações individuais, que, em geral, tem uma progressão mais rápida. Os interessados podem entrar em contato. As ações jurídicas, as ações de mobilização e a atuação junto ao Parlamento são o tripé da estratégia para forçar o banco a recuar. Esta articulação será fundamental na defesa do banco público. A intenção de privatizar o Banco aos pedaços não acabou e precisaremos de muita unidade”, destaca.

Jurídico: atendimento emergencial

A Secretaria de Assuntos Jurídicos do Sindicato está disponibilizando atendimento emergencial exclusivo aos caixas que perderem a gratificação e aos descomissionados para que, caso queiram, entrem com ações individuais. Para isso, os bancários terão de preencher um formulário, e o Sindicato entrará em contato para reunião com advogado e um dirigente sindical.

> Preencha aqui o formulário: http://bit.ly/3rP1lLi.