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Chapéu
Nas alturas

Lucro do Bradesco cresce 30% no ano

Linha fina
Banco, que teve lucro líquido contábil de R$ 19 bilhões, pode gerar mais empregos, melhorando atendimento aos clientes e condições de trabalho dos bancários
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Foto: Juca Varella/Arquivo Seeb-SP

O Bradesco teve lucro líquido contábil de R$ 19,085 bilhões em 2018, o que representa um crescimento de 30,19% na comparação com 2017 (R$ 14,659 bilhões). No quarto trimestre de 2018, o lucro líquido contábil alcançou R$ 5,08 bilhões, alta de 1,4% em relação ao trimestre anterior.

Já o lucro líquido recorrente (que desconsidera efeitos extraordinários) foi de R$ 21,564 bilhões no ano passado, crescimento de 13,4% em relação a 2017. O resultado foi divulgado pelo banco nesta quinta-feira 31.

A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio ficou em 19%, o que representa 0,9 ponto percentual a mais do que no ano anterior. Segundo o banco, “o bom resultado se deve à boa performance da margem financeira e das despesas de PDD, além do desempenho positivo das receitas de prestação de serviços e resultados com operações de seguros, previdência e capitalização”.

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“Apesar da crise, o setor financeiro continua apresentando lucros astronômicos. Nenhum setor da economia cresce 30% em um ano, como foi o caso do Bradesco em 2018. Com esses resultados, os bancos precisam dar a contrapartida à sociedade, gerando empregos para atender melhor a população, seus clientes e poupar a saúde de seus trabalhadores”, critica a secretária-geral do Sindicato e bancária do Bradesco, Neiva Ribeiro.

Neiva destaca que os bancos, com lucros cada vez maiores, fazem exatamente o contrário. Só em 2018, o setor bancários eliminou 2.929 postos de trabalho, dos quais 1.389 apenas no mês de dezembro. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), compilados pelo Ministério da Economia. 

Empregos

O Bradesco também reduziu postos de trabalho: encerrou o ano de 2018 com 98.605 empregados, o que significa 203 empregos a menos em doze meses. No quarto trimestre de 2018, porém, foram abertas 446 novas vagas.

Segundo o banco, a elevação de postos no último trimestre do ano passado “está relacionada ao aumento da força de vendas da rede de agências e o fortalecimento da área comercial de produtos do agronegócio, além do incremento do atendimento personalizado no segmento de alta renda”.

Por outro lado, em doze meses, foram fechadas 132 agências.

A receita com prestação de serviços e tarifas bancárias cresceu 5% em doze meses, totalizando R$ 25,2 bilhões. Já as despesas de pessoal caíram 8,9%, atingindo R$ 19,1 bilhões. Portanto, apenas com o que arrecada em receitas secundárias, o Bradesco cobre sua folha de pagamento em 131,8%.

“Não há dúvida de que o banco tem todas as condições de contratar mais, acabando com a sobrecarga a que estão submetidos os bancários”, destaca Neiva Ribeiro.

Os dados do balanço também mostram o aumento da sobrecarga de trabalho no Bradesco: o número de clientes por empregado chegou a 975 em 2018, aumento de 1,3% em relação a 2017, quando o número era de 963, ou seja, 12 clientes a mais por empregado em um ano.

Crédito

A Carteira de Crédito cresceu 7,8% em relação a 2017 (desconsiderando o efeito da variação cambial, a expansão seria de 6,7%), totalizando R$ 531,615 bilhões.

O destaque foi o crédito à pessoa física com variação de 11% no ano, perfazendo um total da carteira de R$ 194,723 bilhões, sendo as maiores variações para crédito pessoal (17,8%), crédito consignado (15,8%) e CDC/Leasing de veículos (14,0%).

Já a carteira de pessoas jurídicas teve expansão de 6,1%, totalizando R$ 336,892 bilhões. O destaque desta carteira foi para Micro e pequenas empresas (R$ 101,563 bilhões), com crescimento de 10,1%, enquanto que para Grandes empresas (R$ 235,329 bilhões) a variação foi de 4,5%.

Pelo sétimo mês consecutivo, a inadimplência apresentou redução e ficou em 3,51%, 1,2 p.p. menor do que em 2017. As despesas de PDD (Previsão para Devedores Duvidosos) em 2018 foi reduzida em 27,3%, totalizando R$ 18,225 bilhões.